O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe está em negociações com o governo brasileiro para subsidiar a estadia de países na COP-30 com a possibilidade de aumentar o auxílio diário sem que haja contrapartida para o país sede. A ONU recentemente aumentou esse auxílio para mil reais.
De todo modo, nenhuma dessas “soluções” ajudam a enfrentar o sério problema que passa hoje a cidade de Belém do Pará com a alta especulação acerca dos preços de hospedagem e moradia, situação que atenua as desigualdadeds enfrentadas na capital, hoje a 8ª pior cidade em saneamento do Brasil
As contradições que estão imersas a cidade-sede da COP-30 deixa evidente que há outros tipos de interesses locais onde o valor investido em estrutura e demais serviços para tal empreendimento, não terá retorno algum para população. Na realidade, essas coisas são expressão da grande demagogia que está em torno deste evento, onde há países debatendo uma serie de diretrizes ambientais, mas que nada servem para de fato combater a crise ambiental internacional. Isso se dá, porque os acordos das COP anteriores não segue as diretrizes votadas, como por exemplo, os acordos de Paris acerca da redução de carbono.
O investimento do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, deixa mais evidente esta demagogia, porque é justamente este banco que investe em usinas hidrelétricas no Peru, Equador, Venezuela e Bolívia que tem gerado conflitos ambientais e danos ao meio ambiente.
Cada dia que passa fica mais claro que não são esse tipo de iniciativas que vão dar uma solução para a crise ambiental. No Brasil, enquanto acontece os preparativos para COP-30, se avança na exploração de Petróleo na margem equatorial podendo criar impactos ambientais e às comunidade ribeirinhas, sem precedentes. Por isso, devemos nos organizar desde os nossos locais de trabalho e estudo, nos inspirando nos trabalhadores da construção de Belém que organizaram uma greve e saíram com reajuste salarial, para dar uma solução à crise climática e ambiental onde os bem naturais comuns e o meio ambiente estejam a salvo das políticas capitalistas e predatórias à natureza, às comunidades ribeirinhas, quilombolas e nativas de cada país.
Com Esquerda Diário