Maputo, 16 de setembro (AIM) – O governo moçambicano aprovou a estrutura de financiamento do projeto de gás natural liquefeito (GNL) Coral Norte, localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, no norte do país.
O projeto em questão é operado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma joint venture pertencente à americana ExxonMobil, à italiana ENI e à chinesa CNPC. Também faz parte da joint venture a Companhia Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH), a sul-coreana Kogas e a XRG.
O projeto envolve a construção de uma nova unidade FLNG (Flutuante de Gás Natural Industriais) com capacidade de produção de aproximadamente 3,6 milhões de toneladas por ano. A unidade será instalada no campo de gás de Coral, localizado a cerca de 50 quilômetros da costa norte de Moçambique.
O Projeto Coral Norte representa o segundo empreendimento FLNG em Moçambique, após o Projeto Coral Sul. Nesse projeto anterior, o Grupo JGC, o Grupo Technip e a Samsung Heavy Industries executaram conjuntamente as obras EPCIC, realizando a primeira carga de GNL em 2022 e apresentando atualmente um desempenho operacional excepcional.
Segundo Salim Valá, porta-voz do governo e ministro do Planejamento e Desenvolvimento, em declarações à imprensa na terça-feira, após reunião do Conselho de Ministros (gabinete), a Estrutura de Financiamento aprovada visa incorporar a Companhia de Hidrocarbonetos (ENH), de propriedade pública, ao Projeto FLNG Coral Norte.
“Esta aprovação permitirá à ENH, enquanto representante do Estado no projeto, participar através da sua subsidiária ENH Rovuma Área 4, uma sociedade anônima, isolando assim o risco associado à participação direta da sua empresa-mãe em projetos com uma estrutura de financiamento complexa.
O ministro explicou ainda que a segregação desses investimentos ou projetos em entidades jurídicas separadas é mais eficiente e viável para limitar a exposição de cada empresa aos ativos das outras, em consonância com as melhores práticas internacionais.
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Com AIM