Após fortes mobilizações de estudantes e trabalhadores da USP, com acampamentos e paralisações em solidariedade ao povo palestino, a Congregração da FFLCH-USP acaba de aprovar o rompimento dos convênios com a universidade sionista de Haifa, que produz tecnologia a serviço do genocídio perpetrado por Israel contra o povo palestino. Israel vem aumentando sua ofensiva depois de ter rompido o frágil cessar-fogo e já assassinou mais de 100 palestinos desde a assinatura do acordo.
A sessão que aprovou o rompimento contou com uma série de intervenções de estudantes e trabalhadores reivindicando a luta do povo palestino, incluindo Bruno Gilga, trabalhador da USP, ativista do Sintusp, representante do Esquerda Diário e porta-voz da delegação brasileira na Global Sumud Flotilha. Bruno foi sequestrado pelo Estado sionista de Israel durante a missão humanitária. Os participantes da Flotilha relataram torturas físicas e psicológicas sofridas por eles na prisão de Israel, e destacaram que se isso acontece com parlamentares europeus e ativistas com visibilidade mundial, como Greta Thumberg, imagina o que não ocorre com os 11 mil palestinos presos, sem direito à defesa. Alguns dos prisioneiros estão há mais de 30 anos na prisão sem nenhum contato com o mundo exterior, além dos militares israelenses.
Desde o dia 10 de outubro, data em que entrou em vigor o novo suposto “cessar-fogo” promovido sob o marco do chamado “Plano de Paz” de Trump para Gaza, ao menos 97 palestinos foram assassinados por bombardeios israelenses, incluindo civis, crianças e jornalistas. Essa ofensiva genocida só reforça a necessidade de seguir fortalecendo a solidariedade ativa e internacionalista com a resistência palestina. O rompimento das relações da USP com a Universidade de Haifa nesse cenário é um significativo apoio ao povo palestino.
Depois da UFC (CE), UFF (RJ), Unicamp (SP) e da FFLCH, é preciso que esse exemplo se alastre para que toda a USP dê mais um passo e rompa com todos os convênios que ainda mantém com o Estado de Israel, a serviço do genocídio. É preciso exigir também que o governo brasileiro rompa as relações com o Estado sionista de Israel. Reafirmarmos a palavra de ordem dos estudantes que acamparam no vão da FFLCH: Nenhum convênio e nenhuma gota de petróleo brasileiro para o genocídio!
A luta do povo palestino por uma Palestina livre do rio ao mar é a luta de todos os povos oprimidos do mundo contra o imperialismo e os governos cúmplices. Viva a luta do povo palestino!
Com Esq Diário