Reforçando sua posição de apoio incondicional ao Estado sionista e ao massacre do povo palestino, o veto dos EUA é uma expressão de um projeto imperialista claro. No atual momento, Israel está com seus tanques de guerra invadindo a Cidade de Gaza, enquanto segue a chuva de bombas na região, que caem todos os dias há quase um mês, destruindo toda a infraestrutura básica e condições de vida na região.
Ontem, Israel cortou toda a comunicação via internet, rádio, satélite, na Faixa de Gaza, tentando acobertar o horror promovido na região. A decisão atual dos EUA de negar a nova resolução do cessar-fogo da ONU implica em apoio completo a que Israel siga a sua invasão por terra e avance para a ocupação total da Palestina.
Israel é um enclave militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, cumprindo o papel de base avançada dos seus interesses na região. Os EUA garantem a existência de Israel com bilhões de dólares em ajuda militar, enquanto seu exército utiliza essas armas para praticar a limpeza étnica e a opressão dos palestinos.
Além disso, o veto de Washington revela a total impotência da ONU, que essa semana emitiu uma resolução que condena Netanyahu pelo crime de genocídio, em uma das decisões mais contundentes contra esse tipo de crime. Apesar de ser uma decisão que contribui com a denúncia contra Israel, nenhuma resolução da ONU impediu o projeto colonial e sionista na Palestina, desde 1948. Ao contrário, a ONU é responsável pelo reconhecimento do direito dos sionistas tomarem para si as terras palestinas e expulsarem os árabes da região em que conviviam árabes, judeus e uma miscelânea de povos, culturas e religiões.
Mesmo com uma maioria esmagadora a favor da resolução, o poder de veto dos EUA, que é exercido de maneira sistemática, mantém o Conselho de Segurança da ONU servil aos interesses desse país, agindo apenas quando lhe convém.
A única forma de combater o genocídio é fortalecer a resistência do povo palestino e através da massificação da solidariedade internacional, lutando pela ruptura das relações de todos os países com Israel, o fim da ocupação e do bloqueio humanitário, e avançar na luta por uma Palestina Livre do Rio ao Mar.
Com informações de Esquerda Diário