Neste momento, diversos setores reacionários do país, articulados com Donald Trump e seus interesses de rapina, buscam vias para anistiar Bolsonaro e os golpistas, após sua condenação. O mesmo Congresso reacionário que, nos últimos anos, aprovou reformas anti-operárias e ataques ao orçamento da saúde e da educação quer uma vez mais perdoar aqueles que cometeram crimes contra a população trabalhadora, como as centenas de milhares de mortes na pandemia. Estão ancorados em um passado recente de “anistia ampla, geral e irrestrita” que perdoou torturadores e os militares da ditadura. Sem anistia a Bolsonaro e a todos os golpistas, militares e empresários! É preciso enfrentar essa corja privilegiada, que já incluiu mandantes do assassinato de Marielle Franco, e que quer garantir sua impunidade na PEC da Blindagem, avançando de forma autoritária com medidas como o voto secreto para decidir o que bem quiser, mas fazemos isso sem nenhuma confiança no STF e em seus ministros.
As últimas semanas mostram que, para enfrentar a extrema direita e todos os ataques, não podemos ficar à mercê das decisões das instituições desse regime apodrecido, que disputam para ver quem assume maiores poderes, enquanto seguem em acordo sobre os principais ataques à vida da população trabalhadora, como é a escala 6×1. O mesmo STF que hoje condena Bolsonaro articulou junto ao imperialismo o golpe de 2016, prendeu Lula e avalizou reformas, como a Lei de Terceirização Irrestrita. Também na última semana formou maioria para liberar a implementação do programa das escolas cívico-militares em São Paulo, favorecendo Tarcísio de Freitas. Tudo isso demonstra que não podemos aceitar que nosso ódio ao Congresso reacionário seja utilizado para legitimar o autoritarismo do Poder Judiciário, que também pavimentou e segue pavimentando o caminho para figuras de extrema direita.
O PT garantiu a aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados com votos para acenar aos partidos reacionários que compõem o seu governo, mostrando que a conciliação de classes segue fortalecendo a extrema direita e o Centrão. O governo Lula mantém de pé cada uma das reformas que foram aprovadas desde o golpe institucional e com Bolsonaro, como um símbolo de uma pactuação com parte essencial do legado do bolsonarismo, e aprovou o Arcabouço Fiscal como o seu teto de gastos, para seguir pagando fielmente a dívida pública aos grandes bancos.
Neste momento, ocorrem importantes processos de luta da classe trabalhadora, como é a greve da construção civil em Belém, às vésperas da COP 30. Exigimos que as centrais sindicais impulsionem um plano de lutas, unificando e coordenando as greves e lutas em curso. Somente a classe trabalhadora, aliada à juventude e aos movimentos sociais e indígenas, pode de fato fazer com que a casta apodrecida do Congresso e todos os reacionários paguem pelos ataques em prol dos grandes capitalistas e impor que Trump tire suas garras da América Latina, sem nenhuma confiança no governo e nas instituições. Lutamos contra os privilégios dos políticos e juízes, para que sejam eleitos com mandatos revogáveis e julgados por júri popular, e pela revogação de todas as reformas. Contra Trump, nos apoiando nas lutas em todo o mundo como na França, Nepal e Argentina, erguemos bem alto a bandeira palestina e por nenhuma repressão à Flotilha! Que os capitalistas paguem pela crise!
Com informações de Esquerda Diário