Segundo relatório divulgado pelo Pentágono ao Congresso, a primeira semana da ofensiva militar do governo de Donald Trump contra o Irã já custou pelo menos US$ 11,3 bilhões (cerca de R$ 58,7 bilhões). Os dados, divulgados pelo The New York Times, excluem os gastos com a preparação da guerra, o que significa que os gastos podem ser muito maiores.
Anteriormente, autoridades da Defesa haviam informado ao Congresso que cerca de US$ 5,6 bilhões em munições foram utilizados apenas nos dois primeiros dias de ataques, um valor muito superior às estimativas iniciais.
As forças armadas dos EUA anunciaram que vão frear os gastos e apostar em armas “mais baratas”. Enquanto setores do Partido Republicano pressionam por um aumento na produção de munições, outros parlamentares questionam o crescimento do orçamento militar. Entre os que defendem ampliar os gastos está o senador Mitch McConnell, do Kentucky, presidente da subcomissão responsável pelo financiamento do Pentágono. O Partido Democrata, por sua vez, questiona o orçamento pelo menos até certo ponto, a saber, até que funcionários do governo ofereçam ao Congresso mais detalhes sobre a estratégia e o objetivo final do conflito. Trump declarou que as forças armadas dos EUA teriam “praticamente destruído” o Irã e que “acabamos com a Força Aérea deles”.
Esse ataque faz parte da ofensiva do imperialismo norte-americano, que ataca diversos países do mundo, especialmente no Oriente Médio e na América Latina. Tudo isso para reafirmar seu domínio sobre esses países enquanto disputa a primazia do capitalismo mundial com a China, sendo o Oriente Médio uma região estratégica para o controle das rotas energéticas e do mercado mundial de petróleo.
Desde esse ano, já vimos a ingerência de Trump na Venezuela com o sequestro de Maduro, mais embargos econômicos sobre o petróleo em Cuba, a permanência do genocídio da Palestina por parte de Israel, financiado pelos EUA e, agora, a instauração de uma guerra no Irã, que começou com um bombardeio em uma escola que matou mais de 150 meninas.
Como desenvolvemos nesta declaração, é imperioso levantar, categoricamente, a derrota política e militar dos Estados Unidos e de Israel no Irã. A esquerda anti-imperialista, socialista e revolucionária deve defender incondicionalmente a derrota dos Estados Unidos e de Israel (assim como das potências europeias que os apoiam), ou seja, estar inconfundivelmente no campo da nação oprimida contra a nação opressora. Isso deve ser feito com absoluta independência do governo autoritário, anti-operário, repressivo e reacionário dos aiatolás. Também significa não cair na falácia de que os Estados Unidos estão levando a democracia para o Oriente Médio, pois esse ataque tem nome, se trata de uma agressão imperialista.
É urgente desenvolver a mobilização internacional dos trabalhadores e dos povos oprimidos, no Oriente Médio e em todo o mundo, pela derrota dos Estados Unidos e de Israel, pelo triunfo da nação oprimida, com total independência política frente ao regime iraniano. Trata-se de uma tarefa de primeira ordem para a unificação na ação da esquerda anti-imperialista e socialista, do movimento pró-Palestina e da luta anti-imperialista em todo o mundo. Em especial nos Estados Unidos (cuja população fez Trump recuar em sua política anti imigratória) e em todos os países centrais. Tal política é uma peça indispensável para lutar pela expulsão do imperialismo norte-americano da Venezuela e de Cuba, assim como pelo fim do genocídio na Palestina. Com Esq Diário