Na terça-feira, Israel ordenou a evacuação completa da cidade de Tiro, no sul do Líbano, enquanto continua seus ataques aéreos que já mataram oito pessoas e feriram 32 em uma área residencial. Essa ordem de evacuação afeta uma cidade com aproximadamente 42.000 habitantes: Israel avança com suas operações genocidas no sul do Líbano, elevando o número de mortos para 3.800 desde o início de março.
No domingo, 7 de junho, Israel bombardeou Beirute novamente, seguido por sobrevoos de aeronaves logo acima dos subúrbios do sul, semeando pânico entre os moradores. Usando o Hezbollah como pretexto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Israel Katz, reivindicaram a responsabilidade pela operação.
Com essa ordem de evacuação, a escalada colonial contra o povo libanês assumiu proporções novas e grotescas. A mídia descreve uma cidade praticamente deserta, com moradores dormindo em seus carros ao longo da praia porque não sabem para onde ir. “O bairro está agora 99% vazio”, disse Walid Al-Tawil, membro do conselho municipal, à AFP.
Por sua vez, Trump tentou pressionar Israel no Líbano para limitar a escalada, a fim de continuar as negociações com Teerã. Essa última manobra representa um golpe para Washington e demonstra as crescentes diferenças estratégicas entre o imperialismo estadunidense e seu aliado.
Há uma necessidade urgente de construir um grande movimento anti-imperialista que exija a derrota dos Estados Unidos e de Israel em sua guerra imperialista contra o Irã e em toda a região, em completa independência do regime reacionário iraniano, enquanto Trump e Netanyahu, enfraquecidos pela primeira fase do conflito, representam mais uma vez um perigo mortal para todos os povos da região. Com RP