A organização Medical Aid for Palestinians (MAP) condenou veementemente o ataque e denunciou que “nem mesmo as crianças gravemente doentes são poupadas dos bombardeios incessantes”. O diretor da MAP em Gaza, Fikr Shalltoot, afirmou: “Esse ataque destrói de vez a ilusão de que hospitais ou qualquer lugar em Gaza esteja a salvo do genocídio israelense.”
A barbárie é ainda mais chocante quando se somam os dados da fome imposta: o Ministério da Saúde de Gaza confirmou quatro novas mortes por inanição nas últimas 24 horas — totalizando 432 mortes por fome desde outubro de 2023, sendo 146 delas de crianças. Ao todo, mais de 5.200 crianças necessitam com urgência de evacuação médica para fora de Gaza, mas Israel mantém todos os pontos de passagem fechados desde março, transformando a Faixa de Gaza em uma prisão de morte em massa.
Este ataque ao hospital infantil atesta uma política deliberada de extermínio, desde a infância, da população palestina. Israel não está apenas bombardeando casas e escolas — está mirando diretamente no futuro da Palestina: suas crianças. Nem mesmo as mulheres grávidas ou mães de recém nascidos estão sendo poupadas, a falta de fórmulas infantis é urgente frente a gravidade da desnutrição E o silêncio cúmplice das potências imperialistas e das organizações internacionais só aprofunda o horror.
O que se passa em Gaza é genocídio, com apoio direto dos EUA, da União Europeia. É urgente que a classe trabalhadora e da juventude, em todo o mundo, erga uma grande mobilização internacional contra essa carnificina, exigir o fim imediato dos bombardeios e do bloqueio, o julgamento de Israel por crimes de guerra e genocídio, e a solidariedade ativa com a resistência palestina. Pela Palestina Livre do Rio ao Mar!
com informações de Esquerda Diário