Assata Shakur, inspiração para para gerações de ativistas e para juventudes, faleceu em Havana, Cuba, no dia 25 de setembro, aos 78 anos. Nascida Deborah Bryon no Queens, Nova Iorque, ela se juntou ao Partido dos Panteras Negras (Black Panthers Party) durante seu tempo como estudante da Universidade da Cidade de Nova Iorque. Mais tarde, se juntou ao Exército da Libertação Negra (Black Liberation Army) e mudou seu nome para Assata Olugbla Shakur.
Após ser presa por atirar em um policial estadual , foi libertada por um grupo abolicionista e dada asilo político em Cuba em 1984, onde viveu até sua morte.
Shakur inspirou a juventude da geração Black Lives Matter. Um juramento de sua autobiografia foi adotado pelo movimento. Em todo o mundo, em protestos, marchas e manifestações, a juventude, revolucionários experientes e participantes independentes declararam:
É nosso dever lutar pela liberdade
É nosso dever vencer
Devemos amar e proteger uns aos outros
Não temos nada a perder senão por nossas correntes.
O verso conclusivo é do Manifesto Comunista de Friedrich Engels and Karl Marx. Shakur foi uma mulher negra revolucionária que difundia a revolução e o socialismo como mudanças necessárias para a liberdade negra e a liberdade da humanidade. Sua autobiografia é centrada no tema do ser uma mulher negra revolucionária e maternidade, além do luto e da dedicação de uma vida para a revolução.
Ela também representou a dolorosa falta de perspectiva feminina na luta revolucionária. Shakur lutou contra o machismo que existia no movimento Black Power, mas também o reformismo e o racismo que existiam no moviemento feminista. Para muitas mulheres negras que lideram os protestos e a atuação do Black Lives Matter, Assata: Uma autobiografia, possui uma grande relevância e foi usado como guia por elas. O livro também nos dá uma aula de o quão brutal é o estado burguês, além de o quão poderosa é a luta dos oprimidos.
Sobre seu parceiro Zayd Shakur, assassinado pela polícia no fatídico tiroteio, Assata escreveu:
Você se foi.
Eu chorei.
E continuei me levantando.
Um pouco mais lenta.
E muito mais letal.
Durante o mandato de Obama, quando Shakur tinha 66 anos, o FBI aumentou a “recompensa por sua captura” de 1 milhão de dólares para 2 milhões de dólares. Ela foi a primeira mulher a ser incluída na lista dos mais procurados.
Certamente podemos celebrar o fato que Assata Shakur viveu o resto de sua vida apoiando a revolução para todo o mundo, se opondo ao imperialismo e lutando pela libertação negra por meio da revolução socialista. Ela nunca foi capturada pela força militar mais poderosa na história do mundo. Mesmo com Obama tentando manobrar indiretamente a sua captura enquanto tentava melhorar as relações diplomáticas entre Cuba e os EUA, eles não conseguiram a capturar, pois eles possuem muitos prisioneiros políticos.
Apesar de Shakur ter morrido, seu legado continua vivo. Ela vive em nossa cultura, inspirando músicos como o artista de hip-hop Common, e escritoras como Audre Lorde, Angela Davis e Donna Murch. Ainda mais importante, ela vive em nossa juventude que luta pelas vidas negras e a luta de todos os povos contra o imperialismo.
Com Esq Diário
Sua história é de recusa a se curvar ao sistema e de resistência.
Tradução de Caroline Fernandes