Saleh Al-Jafarawi, destacado jornalista e militante palestino conhecido por sua denúncia incansável do genocídio israelense, foi assassinado por uma milícia armada financiada por Israel, no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, no domingo à noite, minutos depois do anúncio de cessar-fogo.
De acordo com a Al Jazeera, Jafarawi foi baleado enquanto cobria os confrontos entre combatentes do Hamas e milicianos de um grupo armado que tenta se aproveitar do vácuo de segurança deixado pela destruição imposta por Israel. Vários palestinos deslocados também foram mortos no mesmo episódio, revelando que mesmo com o cessar-fogo anunciado, Israel mantém seu projeto genocida na Faixa de Gaza, agora se utilizando de gangues criminosas locais armadas pelas forças de ocupação sionista.
Trata-se de um crime político, parte da estratégia israelense de destruição do tecido social palestino através do favorecimento da infiltração de milícias que atuam como força auxiliar da ocupação, reprimindo jornalistas, militantes e qualquer tentativa de resistência organizada.
Jafarawi havia se tornado uma voz fundamental na denúncia do massacre em curso em Gaza, especialmente após a intensificação dos bombardeios israelenses em 2023 e 2024. Seu trabalho de jornalista era parte da resistência ativa da classe trabalhadora e do povo palestino, que desde 1948 luta contra a limpeza étnica e o colonialismo sionista. Israel é responsável pelo maior número de jornalistas mortos em conflito da história em apenas dois anos da nova ofensiva genocida.
Em meio a comemoração e o alivio que os palestinos obtiveram como fruto da sua resistência e da força da solidariedade internacional promovida pela Global Sumud Flotilha e pelas mobilizações e greves que ocorreram na Europa e outros países, esse assassinato revela a verdadeira “paz” vendida por Estados Unidos, União Europeia e pelas burocracias árabes junto a entidade sionista.
“Todo dia é uma nova perda e um novo adeus. Uma nova tristeza — mesmo que o exército israelense tenha parado com essa guerra, o que restou dele e a traição de alguns ainda matam”, disse o jornalista Mohamed Shahen, que divulgou um vídeo com o corpo de Jafarawi. Suas palavras não são apenas lamento — são denúncia: a ocupação continua, agora através das balas de milicianos locais a serviço de Israel.
Jafarawi é mais uma vítima de um projeto genocida sustentado por bilhões em financiamento militar norte-americano. Sua morte precisa ecoar como grito por justiça, por libertação e pelo fim da ocupação sionista da Palestina. É uma mostra que a mobilização contra o genocídio precisa continuar se aprofundando, pois uma verdadeira paz aos palestinos não virá com o acordo entre os governos cúmplices do genocídio, mas da luta por uma Palestina Livre do Rio ao Mar.
Com Esq Diário