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Maputo, 05 de agosto (AIM) – O governo moçambicano manifestou preocupação com a nova onda de escassez de combustível em várias partes do país, na sequência da crise que afetou o país em abril e maio do ano passado.
A escassez de combustível anterior causou longas filas de veículos nos postos de gasolina em Maputo e outras cidades. Segundo as autoridades, a crise foi influenciada pela guerra de agressão dos EUA e de Israel contra o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, responsável pelo fluxo diário de quase 20% das vendas mundiais de petróleo.
Cerca de 80% das importações de combustível de Moçambique passam por rotas ligadas ao Estreito de Ormuz, o que significa que o impacto da guerra no Oriente Médio é potencialmente desastroso para a economia do país.
Essa situação obrigou o governo a aumentar, no início de maio, os preços dos principais combustíveis líquidos em até 45,5%.
As autoridades também apontaram a falência de distribuidores de combustível e a escassez de moeda estrangeira (particularmente dólares americanos) como as principais causas da crise.
A onda de escassez de combustível voltou. Segundo o porta-voz do governo e Ministro da Administração do Estado, Inocêncio Impissa, em declarações à imprensa na terça-feira após uma reunião do Conselho de Ministros (gabinete), o governo está avaliando as causas da nova crise.
“Ainda estamos avaliando a situação para entender o que realmente está acontecendo, para que possamos resolver o problema. O governo está reunindo informações para descobrir as causas do problema, para que algo seja feito”, disse ele. Com Agência AIM
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