As condições em Gaza se deterioram a cada dia, sob o peso de um bloqueio criminoso que impede o mínimo para a sobrevivência da população palestina. O uso da escassez planejada é uma tática de guerra e limpeza étnica — um verdadeiro crime contra a humanidade perpetrado com o aval do imperialismo norte-americano e europeu.
Diante desse cenário brutal, trabalhadores italianos mostram haver um caminho de solidariedade ativa internacional. No próximo dia 28 de novembro, sindicatos de base e organizações de trabalhadores estão convocando uma nova greve geral contra o rearme imperialista e em solidariedade ao povo palestino.
Este ato se soma a uma série de mobilizações operárias e populares que vêm ganhando força na Europa, em resposta à cumplicidade dos governos com o massacre em Gaza e ao avanço das políticas belicistas da OTAN. Essa luta internacionalista expressa o potencial da classe trabalhadora em romper com a paralisia das direções sindicais e enfrentar os interesses capitalistas que sustentam o sionismo.
É preciso erguer uma frente internacional dos trabalhadores contra o genocídio na Palestina, unificando a luta contra o cerco em Gaza com a luta contra o militarismo, a austeridade e os ataques aos direitos sociais promovidos em nome da guerra. A força da greve dos operários italianos aponta um caminho: a classe trabalhadora organizada tem o poder de interromper a engrenagem do imperialismo — desde os portos que transportam armas até os governos que silenciam diante do massacre.
Com Esq Diário