Em um discurso que ensina cinismo ao mundo, Netanyahu ataca países árabes adversários e de preocupação com reféns e de paz. Uma paz que presume uma única condição: a vitória total de Israel. Lamenta as mortes de civis em Gaza, afirmando que foram coibidos pelo Hamas a ficarem para morrer.
“Como somos nós que estamos cometendo um genocídio se estamos ordenando a população a para sair e nós entrarmos?”. O ministro sionista que já chamou os palestinos de “animais”, usa da ONU para lavar as suas mãos ensanguentadas, se fazendo de vítimas de um “antissemitismo crescente no mundo”.
Foram alguns dos horrores proferidos por Netanyahu. Apenas o fato dele ser permitido falar na ONU após pesquisas da própria ONU estimarem que o número de mortos desde outubro de 2023 são 680.000 palestinos, depois de ter condenado Israel por genocídio em um dos relatórios mais enfáticos da organização, é uma mostra que as organizações internacionais não vão deter Israel dos seus objetivos. Afinal, foi a própria ONU quem legitimou a fundação de Israel como um Estado biônico, artificial e enclave militar do imperialismo no Oriente Médio, como um Estado colonial e de apartheid dos palestinos em seu próprio território.
A saída das delegações esse ano, mais uma vez, mostra a crescente pressão internacional contra a “solução final” de Netanyahu, que busca massacrar ainda mais palestinos e ocupar todo território. Uma pressão que não parte dos governos, que seguem cúmplices do genocídio, principalmente o imperialismo americano e europeu, que garantem as armas e subsídio necessário para Israel. Parte da enorme mobilização internacionalista pela Palestina.
Uma mobilização crescente, que teve um ponto fundamental com a greve geral na Itália, que ameaça contaminar trabalhadores da França, do Estado Espanhol e outros países da Europa. Que tem a Global Sumud Flotilha como a maior missão humanitária marítima para romper o bloqueio humanitário de Netanyahu expressando a força da solidariedade internacional, que vem sendo alvo de inúmeros de ataques terroristas, criminosos de Israel.
Somente a generalização dessa força, seguindo o exemplo dos italianos, podemos deter Netanyahu, o genocídio e impor uma Palestina Livre do Rio ao Mar.
Com informações da Esquerda Diário