A proposta de flexibilização das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 2023 gerou controvérsias até dentro do PT, em um momento em que o governo busca consolidar apoio político e avançar com sua agenda do Imposto de Renda e busca pactuar relações com setores do centrão e oferece a aceitação de uma “anistia light” como moeda de troca. O rechaço à “PEC da Blindagem” orientado por Lula não foi unânime. A PEC foi vista por setores do PT como Jilmar Tatto, que tem muito peso na máquina petista em São Paulo, como uma oportunidade para aprofundar a conciliação e o fisiologismo, apoiando a PEC da blindagem e até mesmo a manobra autoritária de Hugo Motta para garantir o obsceno voto secreto, como se isso fosse isolar o bolsonarismo no Legislativo. A falta de punição interna aos setores que votaram contra a orientação da bancada do PT é um indício de que isso poderia ser parte de um acordão muito mais amplo.
Em declarações recentes, Edinho Silva afirmou que, embora Lula esteja aberto a discutir a dosimetria das penas, este não é o momento, dada a sensibilidade política do julgamento que ocorreu no STF. “O presidente tem dito que se tiver um projeto para debater a situação da dosimetria, ele entende que deve ser debatido, mas não no ambiente de hoje, não no pós-julgamento, porque isso poderia ser lido como um projeto para neutralizar o julgamento do Supremo, e nesse caso, seríamos contra”, afirmou Edinho Silva.
Embora o governo não tenha oficializado sua posição sobre uma possível “anistia light”, fontes próximas a Lula indicaram que ele tem mantido conversas discretas com ministros do STF para explorar alternativas que possam mitigar as penas dos envolvidos, sem que isso seja interpretado como uma tentativa de invalidar o julgamento do 8 de janeiro.
Com informações da Esquerda Diário