Formada por dezenas de barcos e ativistas de 44 países, a flotilha tem como objetivo romper o bloqueio ilegal imposto por Israel desde 2007 e entregar ajuda direta à população palestina, que enfrenta fome, destruição e genocídio. Eles levam comida, remédios, fórmulas infantis, e outros itens básicos que a população palestina vem sendo negada por parte de Israel, que usa da fome e da falta de recursos básicos de vida como arma contra os civis, gerando a maior crise humanitária do século XXI. É parte das ações que levou a ONU, depois de muita cumplicidade com o genocídio e passadas 680 mil mortes, responsabilizar Israel pelo crime de genocídio.
Após semanas de preparativos, enfrentando dois ataques com drones em portos da Tunísia e ameaças de Israel de tratar a Flotilha como terrorista, a frota não se intimidou e segue firme na sua missão de levar ajuda a Gaza e, o mais importante, mostrar que ela não está sozinha. Médicos, advogados, jornalistas, sindicalistas, parlamentares e militantes de diferentes continentes compõem a tripulação, em uma mobilização de caráter civil e não violento, que expressa a cada vez mais forte solidariedade internacional à resistência palestina. Uma luta que está no coração de todas as lutas contra a exploração e opressão capitalista e imperialista do mundo hoje, como afirma o porta-voz da delegação brasileira e militante da delegação brasileira, Bruno Gilga.
Entre os participantes está uma expressiva delegação brasileira, que se soma a esse esforço internacionalista conectando a luta palestina com mobilizações no Brasil. Após muita mobilização, o governo brasileiro e de mais 15 países defenderam a Flotilha e exigiram que possa navegar com segurança por águas internacionais. Ainda que não se configure uma ruptura de relações, é um passo importante para proteção da tripulação. É fundamental fortalecer a mobilização para romper a cumplicidade dos países, em especial dos EUA e da União Europeia, com o genocídio, e impor que se rompam relações econômicas, militares e diplomáticas de cada país que alimenta o genocídio mantendo negócios com Israel.
A missão da Global Sumud Flotilha é mais do que um ato de solidariedade: é um desafio direto à cumplicidade internacional diante do cerco a Gaza. Sua escala inédita transforma qualquer resposta israelense em um marco político. Se permitida a passagem, significará a abertura simbólica de um corredor humanitário. Se atacada, reforçará diante do mundo a brutalidade do bloqueio e a firmeza, e diversos setores já preparam uma resposta caso isso aconteça. No dia 22, portuários da Itália já anunciaram uma greve contra o genocídio e se preparando para agir caso haja uma intercepção da Flotilha, que já está em discussão também com portuários de Madrid. Ainda na Barcelona, estudantes definiram que vão paralisar as aulas caso haja uma intercepção da flotilha, que também está sendo articulada com estudantes de Paris e da Itália.
Com informações de Esquerda Diário