Luana Leal Silva Rocha, professora de 25 anos, teve aproximadamente 60% do corpo queimado no distrito de Sobradinho, em São Tomé das Letras (MG), na tarde de sexta-feira (5). Segundo informações da Polícia Militar, ainda consciente, Luana afirmou aos policiais que a agressão ocorreu durante uma discussão com o namorado, de 19 anos, que teria pegado um galão de gasolina e ateado fogo em seu corpo.
Após o ataque, moradores da região prestaram socorro e levaram Luana ao posto de saúde do distrito. Em razão da gravidade das queimaduras, ela foi internada inicialmente em estado grave na UTI do Hospital São Sebastião, em Três Corações. No domingo (7), Luana foi transferida para o hospital de referência em queimaduras em Poços de Caldas.
Todos os dias, brutais casos de feminicídio e violência machista repercutem e chocam o país. Essas histórias não podem ser tratadas como “tragédias isoladas” nem reduzidas à esfera privada: elas expressam uma estrutura de opressão que naturaliza o controle sobre a vida das mulheres. O Estado capitalista sustenta essa realidade ao garantir a ordem social que perpetua a desigualdade, a precarização e a violência.
A solidariedade a Luana precisa virar força coletiva. A cada ataque como este, fica ainda mais evidente que combater o machismo até o fim não pode estar separado do enfrentamento às bases materiais que o alimentam. É preciso romper o silêncio, fortalecer a organização nos locais de trabalho e estudo e construir mobilização real para exigir justiça para Luana e para todas as vítimas da violência patriarcal.
Com Esq Diário