O prefeito da cidade, Alessandro Barattoni, afirma que o bloqueio ocorreu após um pedido formal do governo local, e exigiu que o governo italiano impedisse que Israel utilizasse o país como rota para o envio de armamentos. A medida vem em meio a uma crescente mobilização de solidariedade com a Palestina, com diversos portos na Itália aderindo a greves, incluindo os de Gênova e Livorno.
Em uma forte demonstração de apoio à Palestina e contra a repressão em Gaza, vários sindicatos italianos, coordenados pela CGIL (Confederazione Generale Italiana del Lavoro), convocaram uma greve nacional nos dias 19 e 22 de setembro. O objetivo, segundo os manifestantes, é pressionar o governo de Giorgia Meloni a cancelar todos os acordos comerciais e militares com Israel, reconhecer o Estado da Palestina e levantar o embargo humanitário. Eles destacam que o movimento “não permitirá que nenhum grão passe pelo porto” até que as demandas sejam atendidas.
Como parte dessa mobilização, Riccardo Rudino, do sindicato de estivadores de Gênova, afirmou que a classe trabalhadora está disposta a “parar toda a Europa” caso a Global Sumud Flotilha, maior missão humanitária marítima da história para romper o cerco a Gaza, seja interceptada, atacada, impedida de qualquer forma a chegar no seu destino. A fala foi feita no dia 31 de agosto, quando os barcos da missão saíam em sua maior parte de Barcelona e também da Itália.
A força da resistência palestina e a crescente solidariedade internacional tem obrigado prefeituras e governos a tomarem medidas contra Israel, após 3 anos de genocídio e estimativa de 680.000 mortos, com total cumplicidade dos governos mundo afora. A ação nos portos italianos é um exemplo claro de como a classe trabalhadora se coloca na linha de frente da resistência contra as atrocidades cometidas por Israel, ecoando o apelo por justiça e liberdade para o povo palestino, e pode cumprir um papel estratégico de combate direto ao genocídio, parando a circulação e a produção destinada a matar palestinos em Gaza.
Junto deles, portuários de Madrid também começam a se articular para lugar contra o genocídio e contra qualquer ataque a Flotilha. Essa força social de trabalhadores precisa se generalizar em todos os países, pois é com ela em aliança com o ativismo, com os movimentos sociais, ações de boicote, manifestações massivas e o movimento estudantil pró-Palestina, que podemos não apenas barrar o genocídio e furar o bloqueio humanitário, como impor uma Palestina Livre do Rio ao Mar.
Com informações de Esquerda Diário