A guerra iniciada pelos ataques dos Estados Unidos e Israel na madrugada de sábado, 28 de fevereiro, já se estende pelo Oriente Médio e envolve a Europa e o mundo todo.
A esta altura, está claro que Trump entrou em uma guerra sem estratégia de saída, enquanto Israel tem uma clara estratégia de destruição total do Irã e aproveita a guerra para lançar ataques brutais no Líbano.
O Irã radicalizou os ataques contra Israel e todos os aliados regionais dos Estados Unidos, arrastando-os para a guerra.
O Estreito de Ormuz permanece virtualmente fechado e o preço do petróleo subiu a níveis históricos, anunciando uma crise econômica mundial.
Trump, cada vez mais enfraquecido interna e internacionalmente, não está encontrando aliados para uma ação bélica que tente forçar uma abertura do estratégico estreito, incluindo a ameaça arriscada de uma ação sobre a ilha iraniana de Kharg.
Esta guerra imperialista desencadeada por Benjamin Netanyahu e Donald Trump escalou a tensão em todo o Oriente Médio. É crucial opor-se à contínua agressão imperialista, exigindo o fim dos bombardeios e a retirada das tropas dos Estados Unidos da região, além de se posicionar pela derrota dos Estados Unidos e de Israel.
Atualizações de sexta, 20 de março
Nesta sexta-feira, as atualizações começaram com um ataque iraniano a refinarias no Kuwait e no Catar. A petrolífera estatal do Kuwait informou que sua refinaria de Mina Al-Ahmadi foi atingida por drones, causando incêndios, embora não tenha havido vítimas. No Catar, os ataques à cidade industrial de Ras Laffan reduziram a capacidade de exportação de gás em 17%, impactando negativamente a economia do país, com prejuízos estimados em até 20 bilhões de dólares.
Mais tarde, a mídia iraniana noticiou que Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, foi assassinado em um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel. Esse ataque fez parte de uma série de ofensivas seletivas contra figuras de alto escalão do regime iraniano. Naeini, antes de sua morte, havia afirmado que o Irã continuava capaz de fabricar mísseis, apesar dos ataques.
No Golfo Pérsico, ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg, com o objetivo de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. O estreito é crucial para o transporte de petróleo, e os EUA buscam aliviar a escassez de hidrocarbonetos, que têm elevado os preços do petróleo e do gás. No entanto, a medida é arriscada, pois uma possível ocupação militar teria sérias consequências.
Além disso, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que os fluxos de petróleo e gás do Golfo podem levar até seis meses para serem restabelecidos. Ele enfatizou que políticos e mercados subestimaram a magnitude da interrupção na infraestrutura da região, um fator que pode afetar significativamente o fornecimento global de energia. Com Esq Diário