O ministro sionista foi enfático ao declarar que Gaza deveria pertencer a Israel e que, se for necessário, Israel deve se estabelecer como uma potência colonial impositiva na região, com a criação de “bairros policiais” na área sitiada. A declaração expõe a postura expansionista de um governo que não esconde suas intenções de aprofundar a ocupação militar e política na Palestina. Há algumas semanas, o ministro de Infraestrutura do país já havia anunciado a intenção de construir condomínios no litoral de Gaza para policiais sionistas.
Simultaneamente, Netanyahu também anunciou a expansão das colônias israelenses na Cisjordânia ocupada, reforçando o caráter ilegal e agressivo das políticas sionistas. Em resposta ao reconhecimento da Palestina por países como Reino Unido, Canadá e Austrália, Netanyahu afirmou que a criação de um Estado Palestino “não acontecerá”, reiterando sua decisão de duplicar o número de assentamentos na região. Além disso, nesta terça-feira, 23, Israel bloqueou a passagem que liga a Cisjordânia à Jordânia.
A expansão das colônias na Cisjordânia e a invasão total em curso na Cidade de Gaza são elementos da política de roubo das terras palestinas e ocupação total, enquanto leva Gaza ao limite com um blecaute e fome generalizada.
A nível internacional, a mobilização contra o genocídio palestino ganha força, com a greve geral dos portuários italianos no dia de ontém, com manifestações em 80 cidades se mobilizando com a bandeira “bloqueamos tudo” em defesa da Palestina, tendo a frente categorias estratégicas como portuários e ferroviários. A maior e mais emocionante demonstração da força que os trabalhadores podem colocar em movimento para enfrentar o genocídio em Gaza.
Esses atos refletem um crescente apoio à Palestina, especialmente entre a juventude que vem tomando a causa palestina como sua, colocando a classe trabalhadora no centro da resistência global contra a colonização sionista.
Essa forte solidariedade, que a missão da Global Sumud Flotilha é uma das suas principais representações hoje, está obrigando governos cúmplices com o genocídio e até mesmo a ONU a adotarem medidas contra Israel. O governo do Estado Espanhol de Pedro Sanchez vem sendo o principal exemplo disso, frente a luta pela Palestina no Estado Espanhol e na Catalunha estar levando a manifestações massivas, paralisação das aulas e uma forte solidariedade dos portuários, inclusive pelo impacto da saída da flotilha naquele território.
Ontem, Sanchez anunciou um embargo “total” de armas a Israel através de um decreto que proíbe a exportação de material de defesa e produtos de dupla utilização. Uma medida importante, que fortalece a resistência palestina, ainda que não possa ser lida como uma ruptura de relações com Israel e da cumplicadade do Estado Espanhol com os crimes em Gaza. Países como França, Austrália, Brasil e o próprio Estado Espanhol, que recentemente reconheceram o Estado Palestino, continuam a manter laços estreitos com Tel Aviv.
No marco de centenas de milhares de pessoas se levantando contra o sionismo, a Global Sumud Flotilha se torna um dos principais símbolos deste processo. Neste momento, a Flotilha se aproxima da zona crítica da missão até Gaza, e está se preparando para reunir todos os barcos próximos à Grécia para avançarem juntos nesse momento determinante. É fundamental arrancar desde baixo a defesa dos companheiros que navegam para romper o cerco criminoso imposto por Israel e forçar o rompimento das relações de todos os países com este Estado racista e genocida. Todos os olhos em Gaza e na Flotilha!
Com informações da Esquerda Diário