La Paz, 17 de julho de 2026 (ABI). – Após a exclusão preliminar da presença de substâncias controladas na madeira boliviana apreendida em portos chilenos, o diretor do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Gary Rodríguez, lamentou a acusação “sem fundamento ou respaldo” das autoridades chilenas.
“Apoiamos o porta-voz presidencial (José Luis Gálvez) em seu anúncio de possível ação judicial para buscar indenização e sanções no Chile, porque não basta fazer uma acusação infundada, sem provas, sem análise laboratorial, como aconteceu neste caso”, afirmou Rodríguez.
Em junho, um carregamento de 108 toneladas de substâncias líquidas suspeitas, impregnadas em madeira, foi descoberto em portos chilenos. No mesmo mês, foi noticiado que o Brasil investigava um carregamento maciço desse material proveniente da Bolívia, supostamente utilizado para ocultar 50 toneladas de cocaína.
No entanto, na noite de quinta-feira, Gálvez informou que, preliminarmente, a presença de substâncias controladas na madeira apreendida nos portos do Chile e do Brasil foi descartada; contudo, a autoridade ressaltou que o governo nacional aguardará os dados oficiais sobre ambos os casos.
De acordo com o gerente do IBCE, a retenção, por mais de 40 dias, dessa carga de exportação boliviana nas fronteiras com o Chile e o Brasil afetou o setor florestal do país e gerou sérias dificuldades do ponto de vista econômico, social e moral.
“Do ponto de vista econômico, a Câmara Florestal informou que as exportações em maio e junho atingiram mínimas históricas, até mesmo abaixo do nível em que as exportações foram afetadas durante a pandemia”, observou ele.
Ele acrescentou que, no âmbito social, as dificuldades se refletem no fato de que “dezenas de milhares de empregos estão em risco” porque as empresas não conseguiram exportar; e, no âmbito moral, está em jogo a imagem do país, a reputação dos produtores e exportadores bolivianos.
“Quem vai arcar com esse alto custo?”, perguntou ele.
“Aplaudimos a liberação dos caminhões que estavam nas fronteiras com a Argentina, o Chile e o Brasil. Aplaudimos o anúncio do Procurador do Departamento de solicitar que seu homólogo em Arica envie amostras de madeira para contra-análise”, acrescentou Rodríguez.
MCM/KCF
Com Agência ABI