As marchas No Kings (“Não Queremos Reis”) surgiram nos Estados Unidos contra o autoritarismo de Trump e foram crescendo desde a primeira delas, passando de centenas de milhares para milhões de manifestantes em todo o país em suas edições anteriores.
Esta é a terceira marcha convocada sob a consigna No Kings, e a anterior, em outubro passado, já havia reunido mais de 7 milhões de pessoas nos 50 estados do país. Agora se soma a indignação posterior à atuação do ICE em Minneapolis, que terminou com uma série de mobilizações e paralisações que fizeram Trump recuar, e à qual agora se acrescenta sua política externa de guerra imperialista no Irã e sua ofensiva sobre a América Latina e o Caribe, incluindo os bombardeios sobre Caracas, o sequestro de Maduro e Cilia Flores, e o bloqueio extorsivo e sufocante contra Cuba.
A esta terceira convocação se somaram uma dezena de países, entre eles Itália e Inglaterra, onde também são esperadas marchas multitudinárias.
Nos Estados Unidos, as primeiras manifestações estão ocorrendo em Washington, D.C., onde dezenas de milhares de pessoas chegam ao Mall, o parque central da cidade.
As manifestações estão acontecendo em mais de 3.000 cidades dos EUA. Nas Cidades Gêmeas de Minnesota, uma das mais importantes concentrações do No Kings será convocada em St. Paul. Espera-se que Bruce Springsteen seja a principal figura do evento e interprete “Streets of Minneapolis”, canção que compôs após o assassinato, pelas mãos do ICE, de Renee Good e Alex Pretti no início deste ano. Os organizadores esperam aqui mais de 100 mil pessoas.
Em Nova York, as mobilizações também foram massivas. Nossa correspondente no local relata isso.
Em Londres, centenas de milhares de pessoas participam da marcha contra a extrema direita convocada pela coalizão Together Alliance, em sintonia com as marchas No Kings nos Estados Unidos. O coorganizador da manifestação, Kevin Courtney, presidente da coalizão Together Alliance, disse à multidão reunida em Whitehall: “Estimamos que meio milhão de pessoas participam desta manifestação, a maior manifestação já realizada contra a extrema direita. Isso nos dá a confiança necessária para seguir em frente”.
Nossa correspondente em Londres, Alejandra Ríos, conta que, nas colunas contra o racismo e o colonialismo, ouve-se o lema: “O povo unido jamais será vencido”.
Na Itália, as maiores mobilizações acontecem em Roma, onde milhares de pessoas marcham contra a guerra, a direita, seu militarismo e ajuste, e em solidariedade ao povo palestino. Com Esq Diário