Chimoio, 20 Jul (AIM) – O Ministério da Saúde (MISAU) lançou, esta segunda-feira, 20, na província de Manica, uma campanha de distribuição massiva de cerca de 1,6 milhão de redes de mosquitos para travar o avanço da malária.
A iniciativa tem por objectivo proteger 579.121 agregados familiares dos 12 distritos da província e reforçar o combate à malária, doença que continua a matar dezenas de pessoas todos os anos.
A campanha prevê a distribuição de 1.608.671 redes de mosquitos ao longo de cinco dias e é financiada pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), no âmbito dos esforços do Governo para reduzir a incidência da doença.
Na província de Manica, a doença provocou 39 óbitos durante o primeiro semestre deste ano, mais 15 óbitos em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registados 24 óbitos.
No mesmo período, os serviços de saúde notificaram 889.486 casos de malária em adultos e crianças, contra 795.338 casos registados em igual período do ano anterior, o que representa um aumento de cerca de 12 por cento.
Dados demográficos indicam ainda que a prevalência da doença entre crianças menores de cinco anos na província é de cerca de 10 por cento.
As autoridades apontam o uso inadequado das redes mosquiteiras como um dos principais fatores que continuam a favorecer a propagação da doença nas comunidades.
A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, explicou que a campanha decorrerá durante cinco dias e envolverá uma ampla operação porta-a-porta.
“O programa vai abranger os 12 distritos da província de Manica, sobretudo nas zonas suburbanas e rurais. Estarão envolvidos 1.315 registadores, distribuidores e assistentes comunitários que se deslocarão pelos bairros numa campanha porta-a-porta”, afirmou.
Segundo a governadora, trata-se de uma iniciativa do Governo, com o apoio dos parceiros, destinada a reduzir o impacto de uma doença que continua entre as principais causas de internamento e mortalidade na província e no País.
Francisca Tomás apelou à população para cumprir rigorosamente as medidas de prevenção, incluindo a eliminação de águas paradas, a remoção de resíduos sólidos e, sobretudo, o uso correcto das redes mosquiteiras.
“A malária está a matar. No ano passado, a província de Manica foi a terceira região do País com maior número de casos. Por isso, encorajamos todas as medidas de higiene individual e colectiva para combater esta doença”, sublinhou.
A governadora reconheceu que a dimensão do problema exige respostas mais eficazes e urgentes, razão pela qual o Governo lançou esta campanha sob o lema “Nós podemos, nós devemos — juntos, rumo à eliminação da malária”.
Segundo explicado, o objectivo é garantir que cada família tenha acesso a um dos meios mais eficazes de prevenção, reduzindo o risco de transmissão da doença e, consequentemente, o número de mortes.
A campanha enquadra-se no Plano Estratégico Nacional de Controle da Malária, que estabelece como meta garantir pelo menos 85 por cento de cobertura populacional em áreas prioritárias, com base em evidências epidemiológicas.
Francisca Tomás exortou ainda a população a colaborar activamente com as brigadas de distribuição, recebendo, conservando e utilizando correctamente as redes mosquiteiras.
O governante anuncia que as redes devem ser utilizadas exclusivamente para a protecção contra o transmissor de mosquitos da malária, desencorajando práticas como o seu uso na pesca, na colocação de hortas, na conservação de cereais ou para qualquer outro fim diferente daquele para que foram concebidos. Com Agência AIM
AIM/Redação