Na Rússia, Lula participaria presencialmente, na próxima semana, da 16ª Cúpula do Brics, que acontece em Kazan, entre os dias 22 e 24 de outubro. Com o impedimento, o presidente participará do evento por videoconferência, informou o governo.
Após o cancelamento da viagem, o Kremlin foi questionado sobre uma possível relação com a negativa de Putin de vir ao Brasil para o G20, em novembro.
À agência russa Tass, o porta-voz Dmitry Peskov disse que “esse pensamento não poderia sequer passar pela cabeça”, descartando qualquer possibilidade ligação entre as duas coisas.
Primeira cúpula com novos membros
Está será a primeira cúpula do Brics com a participação de Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia, países que ingressaram ao bloco neste ano.
Na cúpula em Kazan, os países membros do Brics farão uma declaração conjunta intitulada Fortalecendo o Multilateralismo para o Desenvolvimento Global Justo e Seguro, que é resultado das negociações setoriais dos Estados-membros. Também deve estar na pauta de discussões a crise do Oriente Médio.
Segundo o Itamaraty, a criação da categoria de países “parceiros” será o principal tema de debate entre os chefes de Estado. “Na Cúpula de Joanesburgo, em 2023, foram incorporados novos membros plenos e, naquela ocasião, se encomendou ao canal de Sherpas a elaboração da categoria de parceiros. É nisso que é consumido o nosso trabalho neste semestre, quais são os critérios para essa modalidade, e há uma expectativa de que, aprovada essa modalidade, possa ser feito um anúncio dos países que seriam convidados para integrar essa categoria”, explicou o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, em coletiva de imprensa no dia 14 de outubro.
Edição: Geisa Marques
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