As autoridades iranianas confirmaram nesta segunda-feira (30) que quase mil mortes foram registradas durante os 12 dias da guerra que travou com Israel.
O boletim foi divulgada pelo porta-voz do Poder Judiciário iraniano, Asghar Jahangir, com base em dados forenses mais recentes, segundo a agência estatal Irna.
“Durante os 12 dias de guerra travada pelo regime sionista contra nosso país, 935 mártires foram identificados”, declarou ele.
Entre os 935 mortos identificados no país persa, estão 38 crianças e 132 mulheres, algumas delas grávidas. O porta-voz iraniano, porém, não atualizou o número de feridos, que estava em 5.332.
O último balanço informado pelas autoridades de Teerã apontava 610 mortes, de acordo com dados do Ministério da Saúde local.
Já do lado de Israel, ao menos 28 pessoas perderam a vida, enquanto outras 3.238 ficaram feridas e precisaram ser hospitalizadas.
A guerra teve início em 13 de junho, quando Israel lançou bombardeios contra o Irã, deixando altos comandantes militares e vários cientistas ligados ao programa nuclear iraniano mortos.
Na sequência, os ataques atingiram bases militares, instalações nucleares e também áreas residenciais.
O Irã, por sua vez, retaliou enviando uma série de mísseis e bombas contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv e Haifa.
O cessar-fogo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois do bombardeio de Teerã contra a base militar americana de Al Udeid, nos arredores de Doha, no Catar, em retaliação ao ataque norte-americano contra três instalações nucleares iranianas.