A luta indígena na região e Santarém, no Pará, tem sido um enorme exemplo e mostrado o caminho para enfrentar a política privatista de Lula. Nesta quinta a ação de ocupação da balsa de grãos da Cargill reforça a denúncia dos indígenas da região do Tapajós.
Essa nova ocupação ocorre após a mobilização indígena atravessar os dias de Carnaval abaixo de forte chuva, tendo os acampamentos alagados e enfrentando uma situação muito precária. Por isso seguem também buscando recursos de contribuição com a ocupação através do pix: 16.901.945/0001-14 (CNPJ Conselho Indígena Tupinampá). Enquanto isso, Lula, Boulos e Sônia Guajajara faziam política com o Carnaval sem oferecer respostas à mobilização indígena.
A ocupação já impôs a suspensão da dragagem do Rio Tapajós, que já estava autorizada pelo governo e pela justiça e os povos indígenas seguem em luta pela revogação total do decreto 12.600/25, que entrega aos capitalistas a manutenção e administração dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, o que significará ampla destruição da biodiversidade que depende desses rios, diferente do que tenta argumentar Guilherme Boulos (link). Ao longo do último mês também foram realizados atos que tomaram as ruas de Alter do Chão colocando essas pautas e ainda uma ocupação da Câmara de Vereadores contra o bolsonarista Malaquias José Mottin (PL), que num ato criminoso atropelou indígenas que protestavam. Devido à mobilização indígena o vereador é alvo de processo de impeachment.
É preciso cercar de solidariedade essa luta, expressando apoio ativo em todo o país pela revogação do decreto 12.600/25! Centrais sindicais e sindicatos deveriam realizar manifestações em todos os estados em apoio à luta indígena e contra a privatização dos rios, enfrentando também a política privatista dos governos a nível estadual e municipal, que assim como o governo Lula entregam bens naturais comuns e serviços públicos aos grandes capitalistas. Todo apoio à luta indígena em Santarém! Abaixo o decreto 12.600!
Com Esq Diário