Greta Thunberg e 170 ativistas, que foram sequestrados por Israel após a interceptação da Global Sumud Flotilha, foram finalmente deportados para a Grécia e a Eslováquia. A missão humanitária que visava levar ajuda a Gaza foi atacada e interrompida pelas forças israelenses em águas internacionais.
Centenas de ativistas seguem presos, com dezenas em greve de fome contra as condições e abusos sofridos nas masmorras de Israel. Inclusive brasileiros como Bruno Gilga, porta-voz da delegação brasileira e correspondente do Esquerda Diário, Thiago Ávilla, Ariadne e João.
Greta e outros ativistas foram recebidos com uma forte manifestação no aeroporto grego, em comemoração pela sua liberdade, que expressa a conquista dos objetivos da missão. Embora não pudera deixar a ajuda humanitária e romper o bloqueio criminoso em Gaza, contaminaram o mundo com a solidariedade ao povo palestino e com a raiva pelos crimes hediondos de Israel, acobertados impunemente pelas principais potenciais imperialistas e pelos demais governos cúmplices, expostos também pela Flotilha.
Greta Thunberg havia dito a funcionários suecos que estava sendo submetida a um tratamento severo sob custódia israelense, conforme afirmou o The Guardian depois de ter acesso a informações do governo sueco, país de origem da jovem. Em um e-mail enviado pelo Ministério das Relações Exteriores da Suécia à família de Thunberg, um funcionário que a visitou na prisão relatou que ela “estava detida em uma cela infestada de percevejos, com muito pouca comida e água”.
“A embaixada conseguiu se reunir com Greta”, diz o e-mail. “Informou que está desidratada. Recebeu quantidades insuficientes de água e comida. Também afirmou que desenvolveu erupções cutâneas que suspeita terem sido causadas por percevejos. Falou sobre maus-tratos e disse que ficou sentada por longos períodos sobre superfícies duras”, afirma The Guardian.
Declaração Internacional
Pela liberdade imediata de todos os ativistas da Flotilha presos!
Fim da repressão e da violência contra quem luta pela paz
Acesso pleno a advogados e organismos internacionais de direitos humanos
Que todos os governos se pronunciem e denunciem a prisão ilegal, prestem pleno atendimento consular e rompam relações com o Estado genocida de Israel!
Pela libertação dos presos palestinos nas prisões de Israel!
Paremos o genocidio com a força da mobilização internacional dos trabalhadores, da juventude e de todos os explorados e oprimidos!
Palestina Livre do Rio ao Mar!
Com Esq Diário