De acordo com a Defesa Civil de Gaza, uma das vítimas é Yahya al-Mallahi, de três anos. Ele morreu em um dos ataques realizados pelas forças de ocupação israelenses. O hospital local confirmou o recebimento dos corpos das vítimas, enquanto equipes de resgate seguem atuando em meio à destruição.
Segundo Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil, várias pessoas também ficaram feridas após um bombardeio aéreo que atingiu um veículo policial na Cidade de Gaza. Os feridos foram encaminhados a hospitais da região, já sobrecarregados após meses de ofensiva militar e colapso do sistema de saúde. Ainda pela manhã, outro palestino foi morto por disparos israelenses na região de Beit Lahia. Já durante a noite, novos ataques deixaram ao menos três mortos nas proximidades do campo de refugiados de Al Shati.
As imagens que circulam mostram uma cidade em ruínas, com famílias carregando corpos em meio aos escombros. A continuidade dos ataques escancara que o chamado cessar-fogo é falso e em nenhum momento interrompeu a política de extermínio sionista contra o povo palestino.
Esse cenário de violência permanente se combina com uma nova escalada repressiva do regime israelense com a aprovação de uma lei que prevê a pena de morte para palestinos presos, impulsionada pela extrema direita do governo de Benjamin Netanyahu. A medida institucionaliza ainda mais o regime de apartheid, ao impor punições extremas a palestinos julgados por tribunais militares, enquanto cidadãos israelenses seguem sob outro sistema jurídico.
Mas a resposta da heroica resistência palestina não tardou. Na Cisjordânia ocupada, cidades como Ramallah, Hebron e Nablus foram palco de uma greve geral, com forte adesão de trabalhadores, estudantes e setores populares. Universidades, comércios e instituições fecharam as portas em protesto contra a lei racista e desumana. Em Gaza, mesmo sob bombardeios, manifestantes foram às ruas e marcharam até a sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, denunciando o risco iminente de execução de prisioneiros palestinos.
Greves na Cisjordânia e protestos em Gaza se opõem à pena de morte aos palestinos aprovada em Israel
A força dessas mobilizações, inclusive em uma Gaza devastada, revela a profundidade e a coragem da resistência palestina. Mesmo sob ataques constantes, cercados por destruição e morte, o povo palestino segue se organizando, protestando e enfrentando as imposições do Estado sionista.
A revolta também ultrapassa as fronteiras da Palestina. Protestos ocorreram na Síria e até dentro de Israel, onde centenas de figuras públicas denunciaram a nova legislação, expondo fissuras internas no regime. Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que a escalada militar e repressiva está diretamente ligada à ofensiva imperialista mais ampla na região, incluindo os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e as ameaças de expansão do conflito.
As greves e manifestações mostram que, apesar do genocídio em curso, a resistência palestina segue viva e se fortalece, conectando-se a uma solidariedade internacional que também enfrenta repressão em diversos países. Esse movimento aponta que a luta do povo palestino não está isolada, mas é parte de um enfrentamento mais amplo contra o imperialismo, o colonialismo e o apartheid.
Em meio à continuidade dos bombardeios e à aprovação de medidas extremas como a pena de morte, a situação exige o fortalecimento da mobilização internacional. Nesse sentido, está partindo rumo a Gaza a nova missão da Global Sumud Flotilha, que já mobiliza mais 1.000 participantes de todo o mundo em pelo menos 70 embarcações que rumam a Gaza para romper o cerco ilegal de Israel ao povo palestino e denunciar o genocídio e a guerra imperialista, colaborando com a mobilização internacional em terra. Nós do Esquerda Diário somos parte desta iniciativa com o petroleiro Leandro Lanfredi (@leandrolanfredi), diretor do Sindipetro-RJ e militante do MRT e da Corrente Revolução Permanente. Com Esq Diário