Após semanas de organização por meio das assembleias impulsionadas após a ocupação no Círculo de Belas Artes e em colaboração com os diversos sindicatos convocantes (CCOO, CGT, CNT, Co.bas, STEM, ASC, Solidaridad Obrera e UGT), decidiu-se finalmente uma paralisação de duas horas pela manhã e duas horas à tarde no setor educativo.
Também foi votado organizar essas paralisações a partir das assembleias de cada centro, a fim de expandir a organização docente, de trabalhadores da educação, famílias e estudantes em torno da questão palestina.
Enquanto a Comunidade de Madri entrega medalhas à equipe israelense de ciclismo depois de que dezenas de milhares interromperam a Volta no domingo passado, a presidente da Comunidade, Díaz Ayuso, ataca a organização docente contra o genocídio com ameaças de repressão por exibirem símbolos palestinos nos centros de ensino. Este ataque à nossa liberdade de expressão como docentes é uma das razões pelas quais organizaremos as paralisações para a próxima semana.
Outro dos motivos para parar é a continuidade da colaboração do governo do PSOE e do Sumar com o Estado sionista de Israel. Prova disso é que, embora o Governo tente maquiar esse apoio com o último Decreto para o fim do comércio de armas, ao mesmo tempo reprime com mais de 2.000 policiais de choque, tanques leves e furgões a mobilização contra a Volta no domingo passado.
Essas paralisações são um passo à frente na possibilidade de organizar uma grande greve geral contra o genocídio no Estado Espanhol. Como demonstram as ações dos profissionais da saúde no 12 de Outubro ou a organização dos estudantes catalães e madrilenhos que chamam para suspender as aulas se atacarem a flotilha, há forças para avançar rumo à greve.
Essas também se inserem em um cenário onde importantes setores da classe trabalhadora parecem emergir em nível internacional em solidariedade com a Palestina. A última expressão disso foi a enorme greve geral protagonizada pelas trabalhadoras e trabalhadores italianos nesta terça-feira, que paralisaram o país para exigir o fim do genocídio e a ruptura total das relações com Israel. No Estado Espanhol devemos seguir o exemplo da classe trabalhadora da Itália. A paralisação de 3 de outubro é um primeiro passo nessa direção.
Neste 3 de outubro, nós docentes paramos as aulas contra o genocídio e continuaremos nos organizando até a ruptura total das relações com Israel e pelo fim do genocídio.
Com informações da Esquerda Diário