Em um clima conservador, com o governo nacional prevalecendo em todo o país, a Frente de Esquerda teve um bom desempenho, ficando em terceiro lugar na Cidade de Buenos Aires e no Estado de Buenos Aires, as regiões mais importantes do país. Na Cidade de Buenos Aires, ultrapassou 9% dos votos, com uma eleição significativa para a chapa encabeçada por Myriam Bregman. No Estado de Buenos Aires, conseguiu ultrapassar 5%, permitindo que Nicolás del Caño e Romina del Plá se tornassem deputados nacionais. Com este resultado, del Caño manterá sua cadeira por quatro anos.
Em Jujuy, obteve quase 10% dos votos, embora não tenha sido suficiente para renovar a cadeira de Alejandro Vilca (Jujuy). No entanto, a Esquerda terá cinco legisladores, além de vereadores em San Salvador de Jujuy e Palpalá. Além disso, está conquistando espaço entre trabalhadores rurais, trabalhadores de usinas de açúcar e professores, entre outros. Lá, nesses setores, começa a emergir o debate sobre a necessidade de construir um grande partido da classe trabalhadora.
A esquerda alcançou esse importante resultado confrontando e resistindo à polarização eleitoral. Teve que lutar contra enormes aparatos políticos que apostaram tudo em apresentar a eleição como um segundo turno, como se fosse uma eleição de nível executivo e colocando peso na categoria do “voto útil”. Se essa abordagem favoreceu o partido de Milei, provou ser um fracasso para o peronismo: a Força Pátria fez uma má eleição.
Com Esq Diário