Serão ofertadas áreas valiosas nas bacias de Campos e Santos, justamente nas regiões mais estratégicas e promissoras para a produção de petróleo de alta qualidade.
Entre as 15 empresas estrangeiras já habilitadas para participar do certame estão gigantes imperialistas como Chevron (EUA), Shell (Reino Unido/Holanda), TotalEnergies (França), CNOOC (China), Qatar Energy (Qatar), Repsol Sinopec (Espanha/China).
Todas essas corporações atuam como verdadeiros abutres em busca de seus lucros, desestabilizando povos, impulsionando guerras e agravando a crise climática. São essas mesmas empresas que mantêm laços diretos com refinarias e sistemas logísticos que hoje abastecem a máquina de guerra de Israel, contribuindo indiretamente com o massacre do povo palestino.
Petrobras cada vez mais enfraquecida
Enquanto abre o pré-sal ao capital internacional, o governo Lula permite a continuidade da política de desmonte da Petrobras. Dados da própria empresa revelam que:
O capital estrangeiro já detém 45,82% do valor total da Petrobras; 51,69% das ações preferenciais (as que recebem dividendos prioritários) estão nas mãos de investidores internacionais. A realidade é que os trabalhadores brasileiros pagam combustíveis caros enquanto os lucros bilionários são remetidos para os bolsos de acionistas em Wall Street, Paris e Londres.
Arcabouço fiscal e submissão ao capital
A justificativa do governo para seguir com os leilões é “aumentar a arrecadação”. Mas a quem serve essa arrecadação? Sabemos a resposta: ela está a serviço do famigerado “arcabouço fiscal” — a política de austeridade que prioriza o pagamento da dívida pública aos banqueiros, em detrimento de investimentos em saúde, educação, transporte e habitação.
É a mesma lógica dos governos Temer e Bolsonaro: vender patrimônio público para tapar os buracos causados pelo próprio modelo neoliberal. A diferença é que, agora, esse saque vem sendo conduzido sob um governo que se diz ‘dos trabalhadores’.
A ANP como comitê do mercado
A ANP, longe de ser uma agência reguladora neutra, funciona como um balcão de negócios a serviço dos monopólios globais do petróleo. Os leilões são desenhados para garantir segurança jurídica e lucros máximos para as multinacionais.
A nomeação de Pietro Sampaio Mendes — atual Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia — para a diretoria da ANP reforça essa continuidade. Técnico de carreira do setor e sem qualquer compromisso com a reversão da lógica privatista, Pietro também preside o Conselho de Administração da Petrobras. É o retrato da captura do Estado pelos interesses do mercado.
Diante dessa nova ofensiva contra o patrimônio do povo, o Sindipetro-RJ, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e outros movimentos sociais e ambientais estão convocando um ato de protesto para o dia 22 de outubro, data do leilão. Essa mobilização precisa ser cercada de solidariedade e apoio por todos setores de esquerda, movimentos sociais e políticos, sindicatos e pela juventude.
Um programa de emergência e luta
Cancelar imediatamente todos os leilões de petróleo e gás em andamento.
Anular os contratos já assinados com multinacionais, sem indenizar especuladores.
Reestatizar 100% da Petrobras, recomprando as ações em mãos privadas e devolvendo o controle da empresa ao povo.
Expropriar as gigantes imperialistas que operam no país, integrando seus ativos a uma única empresa estatal de energia.
Por uma Petrobras sob controle dos trabalhadores, com gestão democrática em aliança com ambientalistas, técnicos e universidades públicas, planejando uma transição energética justa, anticapitalista e voltada às necessidades sociais.
Com Esq Diário