Em uma ação terrorista, Israel moveu dezenas de drones sobre os barcos e lançou bombas de gás com sulfeto de hidrogênio (H2S), considerado arma química, como tentativa de intimidar a missão. Ninguém foi ferido e a avaria dos barcos ainda está sendo avaliada. Mas tampouco a missão foi abalada e segue há seis dias para chegar a Gaza.
A missão leva ajuda humanitária, com comida, remédios, fórmulas infantis, próteses, à população que sofre com cerca de 18 anos de bloqueio humanitário e cerco militar de Israel, que impede a entrada e saída de pessoas e a chegada de ajuda, fazendo da fome e desumanização dos palestinos como arma de guerra.
O ataque de ontem se configura em um crime de guerra e crime humanitário grave cometido por Israel. Dos cerca de 50 barcos que navegam com centenas de pessoas vindas de 44 países, foram atingidos:
Os barcos atingidos pelos químicos foram:
- Ohwayla
- Yulara
- Otaria
- Maria Christina
- Selvaggio
- Zefiro
- Morgana (2x)
- Taigete
- HIO (3x)
- Luna Bark
- Catalina
Antes desse ataque, no início da semana, Israel escalou as ameaças contra a Flotilha. Acusou de ser “organizada pelo Hamas” e ordenou que a ajuda humanitária seja entregue a entidade sionista para que ela “redistribua aos palestinos” – como se o seu bloqueio não estivesse contendo milhares de toneladas de ajua humanitária nas fronteiras de Gaza.
Israel já havia jogado duas bombas contra as embarcações da Flotilha quando estavam atracados na Tunísia, em medida também intimidatória. Ao todo, foram 13 ataques de Israel a barcos dessa missão.
Porém, tampouco Israel conseguiu intimidar os ativistas, que seguem decididos em seguir sua missão. Frente a situação em Gaza, com Israel avançando cada dia mais na sua invasão e ocupação total da Cidade de Gaza, levando a cabo a sua “solução final” de colonização de toda a Palestina, a missão não vai retroceder frente aos ataques.
E exige que os governos – em particular aqueles cujos nacionais estão a bordo da missão – garantam medidas para proteger efetivamente a missão. Hoje, a Itália moveu um barco para escoltar a flotilha com o objetivo de salvaguardá-la. Mas exigem também que a 80ª Sessão em curso da Assembleia Geral das Nações Unidas paute o ataque à flotilha e adote uma resolução que trate dessas graves violações.
É fundamental aumentar a solidariedade internacional à resistência palestina e à Global Sumud Flotilha, que vem se expressando em acampamentos de universidades no Brasil, mas também na emocionante greve geral da Itália, com mais de 80 paradas em apoio a essa causa. A luta palestina está no coração de todas as lutas contra a opressão imperialista e capitalista no mundo.
O exemplo da Itália é fundamental que seja generalizado em cada país para impor o fim da cumplicidade das grandes potências, sobretudo dos EUA e da UE, com o genocídio, e impor a ruptura das relações com Israel. Inclusive em países como o Brasil que, por mais que Lula fale contra o genocídio na ONU, mantém o fluxo cada vez maior de petróleo para a máquina de guerra sionista.
Com informações da Esquerda Diário