O ato saiu do Mercado de São Brás, no centro histórico, até a Aldeia Cabana, em um trajeto de aproximadamente 4,5 km feito sob um sol forte de 35°C. A marcha contou com a participação de indígenas de diferentes etinias espalhadas por toda a América Latina, assim como de sindicatos, ativistas como Thiago Ávila.
Como viemos difundindo, são inúmeras denúncias dos povos originários, como restrição à entrada na Zona Azul e na Zona Verde, com o povo Munduruku ocupando a Zona Azul e exigindo participação real e fim dos projetos extrativistas, assim como liberação de crédito para queimadas e desmatamento.
No ato, as ministras Marina Silva e Sônia Guajajara subiram no carro de som falando em “justiça climática” e “sustentabilidade”. Mas o governo que representam é o mesmo que liberou a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas contra pareceres técnicos do Ibama e do MPF; que entrega crédito recorde ao agronegócio no Plano Safra; que abre caminho para privatizar rios amazônicos como o Tapajós e o Madeira para hidrovias do agro-exportador; e mantém porta aberta para petroleiras, mineradoras e frigoríficos responsáveis pela devastação — de JBS, Brasken a Vale a Petrobras. Marina Silva vem de um partido (Redes Sustentabilidade) que é financiado pelo banco Itaú, que defende o “capitalismo verde”.
É por isso que é a unidade de povos originários, quilombolas, trabalhadores, juventude e de todos os setores oprimidos, que defende de fato a Amazônia e nossos biomas e pode enfrentar o projeto de destruição ambiental imposto por esta aliança entre Estado, latifúndio e imperialismo para o saque dos nossos recursos naturais. É essa força da nossa luta com independência política do governo que pode arrancar a demarcação imediata de todas as terras indígenas e quilombolas, derrotar a abertura de novas fronteiras de petróleo e afirmar a autodeterminação dos povos originários.
Com Esq Diário