Maputo, 15 Jul (AIM) – O Governo moçambicano garantiu hoje, em Maputo, que vai acolher as recomendações apresentadas pelo sector privado na XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), reafirmando o compromisso de implementação de reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios, fortalecer a competitividade da economia e aprofundar o diálogo público-privado.
Na cerimónia de encerramento da XXI edição da CASP, o Ministro da Economia, Basílio Muate, afirmou que o Executivo registou a matriz de recomendações apresentadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), garantindo que as preocupações do empresário serão incluídas na agenda de reformas em curso.
Segundo Muate, o Governo regista a satisfação dos progressos realizados na implementação das recomendações da XX edição da CASP, com várias acções já concluídas.
“Tomamos igualmente boa nota das preocupações e propostas apresentadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). Destacamos a necessidade de reduzir os custos de contexto, melhorar a liquidez das empresas, reforçar a previsibilidade e a segurança jurídica e reduzir os custos dos factores de produção”, afirmou.
O ministro sublinhou que o Executivo acolheu estas preocupações com responsabilidade e reafirmou o compromisso de obrigações com reformas que reforcem a competitividade da economia nacional.
“Nesse contexto, prosseguem os trabalhos de elaboração do Plano de Acção para a Melhoria do Ambiente de Negócios e do novo modelo de diálogo público-privado, instrumento que irá garantir maior previsibilidade, cooperação e monitoria das reformas em curso”, disse.
Acrescentou que a XXI edição da CASP voltou a demonstrar que o diálogo público-privado constitui um instrumento essencial de governança participativa e um fator determinante para acelerar a transformação estrutural da economia.
“Estamos confiantes de que, através de uma cooperação cada vez mais estreita entre o Governo e a CTA, conseguiremos criar um ambiente de negócios cada vez mais favorável ao investimento, à produção, à industrialização e ao crescimento sustentável”, declarou.
Na organização, Muate enalteceu a participação das delegações empresariais nacionais e estrangeiras, dos parceiros de cooperação e de todos os participantes que se desenvolveram para o sucesso da conferência, destacando igualmente as empresas distinguidas pelas normas de qualidade e pela assinatura de memorandos de acordo.
O governante anunciou ainda que os preparativos para a XXII Conferência Anual do Sector Privado ocorrerão em breve, propondo a realização da próxima edição para finais de Agosto de 2027.
“Temos ainda um longo caminho a percorrer. É necessário fortalecer os mecanismos de acompanhamento e intensificar as reuniões de trabalho”, afirmou.
O ministro falou na cerimónia de encerramento da XXI Conferência Anual do Sector Privado, realizada entre 14 e 15 de Julho, sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”.
Por sua vez, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, afirmou que a XXI edição acontece à reflexão realizada no ano passado, por ocasião dos 30 anos do Diálogo Público-Privado, cujo principal objectivo foi avaliar a capacidade colectiva de transformar reformas em resultados concretos para quem produz, investe, empreende e cria emprego em Moçambique.
“Ao longo de dois dias intensos de debate, distribuídos por 11 painéis temáticos, duas sessões de alto nível, duas sessões bilaterais e duas Business Rooms dedicadas à apresentação de oportunidades de investimento, a CASP voltou a afirmar-se como o principal espaço nacional de diálogo, construção de consensos, formulação de propostas e mobilização de parceiros”,.
Com Agência AIM