Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente de Lula, afirmou em entrevista à Record News nesta terça-feira, 21, que o Brasil busca manter uma postura de “neutralidade” e diálogo nas relações internacionais, e que não há divergências entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Venezuela. Diz isso justamente no momento em que o governo de extrema-direita norte americano defere sua agressão imperialista e uma escalada reacionária no Caribe, mas principalmente na Venezuela.
“Não há discordância. O que o presidente Lula tem falado é: os países têm autonomia. Não devemos estimular uma insegurança na região. O mundo já tem guerra no Oriente Médio, já tem guerra na Europa. A nossa região é tradicionalmente uma região de paz”, disse Alckmin, ignorando o fato de que Trump deslocou navios de guerra, aviões de vigilância, helicópteros e tropas de operações especiais para o sul do Mar do Caribe e abertamente apontou contra a Venezuela, com o pretexto de “combate às drogas”.
Alckmin, como um bom e velho capacho dos EUA, diz isso aceitando os desmandos deste imperialismo que tem hoje como objetivo reafirmar que a América Latina é o “quintal” do capitalismo norte-americano, no momento em que busca renovar as marcas de seu domínio na região, diante da concorrência de outras potências capitalistas como a Rússia e, principalmente, a China.
Basta de agressão imperialista à Venezuela e conivência dos governos da America Latina! Fora Trump do Caribe e da América Latina!
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Com Esq Diário