Na manhã desta segunda-feira, 06/10, representantes da Embaixada Brasileira em Tel Aviv visitaram os ativistas na prisão de Ktzi’ot e, após intensas negociações e pressões diplomáticas, foi confirmada a decisão de deportação dos 13 integrantes da delegação brasileira. Eles deixaram a prisão na manhã de 07/10 e seguiram para a Ponte Allenby/Rei Hussein, na fronteira com a Jordânia, onde chegaram por volta das 12h (horário local).
A libertação ocorre no mesmo dia em que se completam 2 anos da escalada do genocídio e limpeza étnica em Gaza, que já deslocou mais de 1,9 milhão de palestinos e impôs um cerco total e ilegal à região. Em 07 de outubro de 2023, Israel intensificou sua ofensiva contra Gaza, aumentando ainda mais o sofrimento da população local. O uso da fome como arma de guerra e a recusa em permitir a entrada de ajuda humanitária já são considerados crimes contra a humanidade por organismos internacionais.
Embora a libertação dos ativistas seja uma conquista importante, não há verdadeira liberdade enquanto o cerco, o deslocamento forçado e a limpeza étnica persistirem em Gaza. Por isso seguiremos nos mobilizando, mais do que nunca, para garantir uma Palestina livre do rio ao mar e que o Brasil rompa as relações com o estado genocida de Israel.
Com Esq Diário