A busca por maior produtividade e rentabilidade no campo passa, cada vez mais, pelo manejo nutricional eficiente. Nesse cenário, a análise de solo, aliada à análise folia, se consolida como estratégia essencial para garantir safras mais saudáveis, reduzir custos com insumos e evitar desperdícios. Em Sergipe, os produtores podem contar com os serviços oferecidos pelo Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).
A análise de solos permite avaliar a fertilidade e identificar a necessidade de correção de macro e micronutrientes. Já a análise foliar revela o que a planta realmente absorveu. Quando combinadas, essas duas ferramentas oferecem um diagnóstico preciso, possibilitando intervenções mais assertivas na adubação e no manejo da lavoura.
De acordo com o diretor-presidente do ITPS, Kaká Andrade, o período que antecede a solicitação de crédito agrícola é o mais indicado para realizar a análise de solo. Isso porque os laudos estão entre os pré-requisitos exigidos por instituições financeiras para a liberação de financiamentos. “Os resultados garantem que o produtor terá ferramentas para corrigir possíveis deficiências do solo, ampliando a produtividade e reduzindo riscos de prejuízos”, destaca.
A coordenadora do Laboratório de Solos do ITPS, Anairam Melo, explica que a análise de fertilidade fornece, além do diagnóstico, a recomendação detalhada de adubação. “O laudo indica a quantidade de nutrientes que deve ser adicionada ao solo para corrigir deficiências e garantir uma colheita bem-sucedida, evitando gastos desnecessários com adubo”, afirma.
Outra exigência comum para financiamento é a análise de granulometria, que aponta o teor de argila no solo. Os solos mais argilosos retêm água por mais tempo, favorecendo o desenvolvimento das plantas e aumentando as chances de êxito na safra.
Mais do que uma exigência bancária, a análise de solo deve ser vista como ferramenta estratégica de gestão agrícola. Ao utilizar recomendações técnicas adequadas, o produtor investe apenas no necessário, melhora o desempenho da lavoura e reduz impactos ambientais causados pelo uso excessivo de fertilizantes.
Complementando esse diagnóstico, a análise foliar é fundamental para identificar deficiências ou excessos nutricionais que podem comprometer o crescimento das plantas, reduzir a produção e aumentar a vulnerabilidade a doenças. A avaliação da composição química das folhas permite verificar níveis de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, essenciais ao desenvolvimento vegetal.
Segundo a coordenadora do Laboratório de Ensaios de Inorgânicos do ITPS, a engenheira agrônoma Débora Feitoza, a análise foliar possibilita ajustes rápidos e direcionados na fertilização. “O agricultor pode perceber visualmente o amarelamento de folhas, por exemplo, mas somente uma análise detalhada confirma outras carências nutricionais e orienta a correção adequada”, explica.
Débora ressalta, ainda, que fatores como pH, classe de solo e práticas de cultivo interferem diretamente na disponibilidade de nutrientes. Por isso, a análise foliar se torna ainda mais importante em regiões onde essas condições variam significativamente, permitindo adaptar o manejo às necessidades específicas de cada cultura.
A coleta das amostras deve seguir orientações técnicas quanto ao número e tipo de folhas, além do período adequado. Após a coleta, recomenda-se armazenar as folhas em sacos de papel e encaminhá-las ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do ITPS. Caso não seja possível a entrega imediata, as amostras podem ser mantidas sob refrigeração temporária.
Confiabilidade reconhecida
Reconhecido pela qualidade e confiabilidade dos seus serviços, o Laboratório de Solos do ITPS possui o Selo de Qualidade do PAQLF, concedido pela Embrapa Solos/SP, e é acreditado na norma ISO 17025 pelo Inmetro, garantindo precisão e exatidão nos resultados.
De acordo com o diretor-presidente, o investimento na análise de solo e na análise foliar representa um divisor de águas para o agronegócio. Ao adotar esses diagnósticos precisos, o produtor rural sergipano consegue fomentar o planejamento da lavoura, otimizando o uso de insumos e corrigindo carências nutricionais de forma cirúrgica. “Esse manejo técnico não apenas amplia a produtividade por hectare, mas, também, assegura uma rentabilidade sustentável a longo prazo, convertendo dados laboratoriais e informação técnica de ponta em uma verdadeira vantagem competitiva no cenário do campo”, explica Kaká Andrade. Com GOV/SE