Maputo, 06 de Agosto (AIM) – A Águas de Moçambique, IP (AdeM, IP) apresentou, esta quinta-feira, em Maputo, uma Estratégia de Expansão do Fundo Revolvente de Ligações Domiciliares de Água, um instrumento que pretende alargar o acesso das famílias moçambicanas à água canalizada através de um modelo de financiamento sustentável, inclusivo e orientado para resultados.
A estratégia foi apresentada durante um seminário que reuniu representantes da Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS), da AURAS, IP, das Sociedades de Água e Saneamento (SAAS), do UNICEF Moçambique, da Embaixada do Reino dos Países Baixos, da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e de outras instituições parceiras do sector.
Na abertura do encontro, o Presidente do Conselho de Administração da AdeM, IP, Augusto Chipenembe, afirmou que o Fundo Revolvente constitui uma das mais relevantes iniciativas de inclusão social no subsector de abastecimento de água, ao permitir que as famílias de menor rendimento obtenham ligações domiciliárias através do pagamento faseado dos respectivos custos.
Segundo o dirigente, o mecanismo elimina uma das principais barreiras económicas ao acesso ao serviço e a nova estratégia representa uma etapa estratégica para a sua consolidação. O documento estabelece um modelo institucional harmonizado, define claramente as responsabilidades dos diferentes intervenientes, uniformiza procedimentos e prevê uma implementação gradual, ajustada ao novo quadro institucional de abastecimento de água no País.
Durante o seminário, os participantes passaram em revista os resultados alcançados desde a criação do Fundo Revolvente, analisaram os principais constrangimentos à sua expansão e discutiram medidas para fortalecer a sustentabilidade financeira do mecanismo, melhorar a sua eficiência operacional e aumentar o número de famílias beneficiárias.
Entre as principais explicações do encontro, destacou-se a necessidade de reforçar a cooperação entre as instituições do sector, garantir uma gestão rigorosa do Fundo e garantir a supervisão atempada dos recursos financeiros, de modo a garantir a continuidade e a expansão da iniciativa para novas áreas de intervenção.
Nas considerações finais, o Diretor Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento, Eduardo Jossefa, destacou que a estratégia marca a transição de uma experiência bem desenvolvida para um modelo preparado para crescer à escala nacional.
“O sucesso desta nova fase dependerá da capacidade das instituições implementarem o mecanismo com rigor, transparência e elevado sentido de responsabilidade”, afirmou.
Dirigindo-se aos parceiros de desenvolvimento, Eduardo Jossefa destacou que o Fundo Revolvente constitui um modelo inovador de financiamento, permitindo maximizar o impacto dos recursos disponibilizados através do reinvestimento contínuo dos valores recuperados. Segundo explicado, este efeito multiplicador reduz, de forma progressiva, a necessidade de novos transportes financeiros e possibilita que um número crescente de famílias tenha acesso à água canalizada.
O dirigente reafirmou ainda o compromisso da AdeM, IP de liderança, em estreita colaboração com a DNAAS, a AURAS, as Sociedades de Água e Saneamento e os parceiros de cooperação, a implementação da Estratégia de Expansão, com vista a acelerar a universalização do acesso à água potável e promover a sustentabilidade dos serviços públicos de abastecimento de água em Moçambique. Com Agência AIM
(AIM)
Paulino Chevo/