Os estudantes do ensino médio na Itália disseram: “Vamos fazer como fizeram na França!” Os trabalhadores da França devem fazer como seus colegas italianos e organizar uma greve geral. O dia 5 de novembro deve ser seguido pelo dia 31 de outubro!
Com o fim de outubro se aproximando, os movimentos juvenis e operários europeus estão cada vez mais em sintonia. “Bloquear armas não é crime!”, gritam estivadores na Itália – “Apoiar a Palestina não é crime!”, respondem trabalhadores na França. “Vocês armam o país, desarmam nosso futuro!”, dizem faixas na França, enquanto na Itália ameaçam: “Vocês bloqueiam nosso futuro, nós bloqueamos sua cidade!”. Esses slogans ecoam os de estudantes alemães do ensino médio que protestavam contra o serviço militar obrigatório: “Os ricos querem guerra, os jovens querem um futuro!”. A reivindicação por um futuro melhor está por toda parte: “Nossa voz, nossa dignidade, nosso futuro!” foi o grito de guerra oficial das manifestações de maio em Tirana, capital da Albânia, atualmente mergulhada em uma revolta.
As mesmas reivindicações se repetem de um país para outro: o fim da austeridade, o fim do genocídio em Gaza, o fim da militarização. O popular slogan francês “Dinheiro, dinheiro, para os serviços públicos, não para o exército ou a polícia!” encontra seu equivalente na Espanha: “Gastos militares para escolas e hospitais!”
Essas semelhanças não são surpreendentes, visto que a juventude foi politizada pela revolta contra um genocídio que se espalhou pelo mundo e pela crescente militarização dos países europeus. Para alcançar a vitória, o movimento pode se inspirar na demonstração de força maciça dos estivadores, que coordenaram mais de uma centena de greves e ações internacionais: um feito histórico. Com RP