Marracuene, 14 de Ser (AIM) — A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura (IDEPA) lançaram na comunidade de Ngalunde, distrito de Marracuene, um programa de povoamento de alevinos destinado a investimentos na aquicultura sustentável e a promover a resiliência das comunidades do Grande Maputo face às alterações climáticas.
A iniciativa prevê a introdução de 325 mil alevinos de tilápia, acompanhados pelo integral de ração, com o objectivo de beneficiários de produtores e comunidades de Marracuene, Boane, Matola e Matutuíne.
Integrado no Projecto de Adaptação Baseado em Ecossistemas (EbA), o programa pretende alcançar uma produção estimada em 100 toneladas de peixe, criando condições para aumentar a disponibilidade de alimentos e diversificar as fontes de rendimento das famílias abrangidas.
A aposta na aquicultura surge como uma alternativa para fortalecer os meios de subsistência das comunidades pesqueiras, ao mesmo tempo que contribui para reduzir a vulnerabilidade dos agregados familiares aos efeitos das alterações climáticas.
Com a introdução dos alevinos e a disponibilização da respectiva ração, os produtores passam a dispor de meios para desenvolver a atividade aquícola e aumentar gradualmente a sua capacidade produtiva.
Para além do material componente, a intervenção inclui uma forte aposta na capacitação dos produtores. As comunidades beneficiárias serão reforçadas na melhoria dos seus conhecimentos técnicos, condição considerada essencial para garantir a produtividade e a sustentabilidade da aquicultura a médio e longo prazo.
O projecto prevê igualmente a criação e o fortalecimento de Grupos de Poupança e Crédito Rotativo (PCR) e de cooperativas, procurando facilitar o acesso a mecanismos de poupança, financiamento e organização colectiva.
A componente organizativa pretende permitir que os produtores tenham maior capacidade para gerir os seus recursos, reinvestir na actividade e enfrentar os desafios associados à produção aquícola.
A iniciativa procura combinar a produção de alimentos e geração de rendimento com medidas que aumentem a capacidade das comunidades para responder aos impactos das alterações climáticas.
A expectativa é que o desenvolvimento da aquicultura contribua para a construção de comunidades mais resilientes, capazes de diversificar suas atividades econômicas e reduzir a dependência de meios de subsistência especialmente expostos a fenômenos climáticos adversos.
A parceria entre a FAO Moçambique e o IDEPA coloca, a aquicultura no centro de uma estratégia que procura transformar os desafios climáticos em oportunidades de produção, emprego e melhoria das condições de vida no Grande Maputo.
Com 325 mil alevinos previstos e uma meta de cerca de 100 toneladas de peixe, o programa pretende dar um novo impulso à produção aquícola e consolidar uma actividade capaz de contribuir simultaneamente para a segurança alimentar, geração de rendimento e desenvolvimento sustentável das comunidades de Marracuene, Boane, Matola e Matutuíne. Com AIM