Maputo, 13 de Agosto (AIM) – O Grupo Jinan Yuxiao Moçambique, no âmbito de melhoria das condições de vida das populações, traçou 17 quilómetros de rede na Zambézia, 40 quilómetros de electrificação em Nampula e 60 candeeiros em Pebane: três iniciativas que estão a transformar a vida de milhares de pessoas através do acesso à energia.
Levar a luz onde antes chegava a noite
Numa aldeia sem eletricidade, quando cai a noite, o dia de trabalho acaba com ela.
As crianças que precisam estudar sem luz para ler. O pescado que chega ao mar perde valor à espera de melhores condições de conservação e processamento. As pequenas lojas fecham mais cedo e as ruas ficam entregues à escuridão.
A eletricidade, porém, nunca foi apenas iluminação. É tempo. É segurança. É produtividade. É oportunidade.
Em Moçambique, cada quilómetro de rede que chega a uma comunidade pode representar muito mais do que postos e cabos: pode significar novas horas de estudo, negócios que permanecem abertos depois do pôr-do-sol, maior capacidade de processamento de produtos locais e ruas mais seguras.
Foi com esta perspectiva que três empresas do Grupo Jinan Yuxiao desenvolveram iniciativas de responsabilidade social nas comunidades da Zambézia e de Nampula.
De Inhassunge e Chinde às comunidades costeiras de Angoche, passando pela vila-sede de Pebane, a missão foi a mesma: fazer chegar à luz onde ela ainda não chegava.
Zambézia: 17 quilómetros que abriram caminho
Em Inhassunge e Chinde, na província da Zambézia, duas necessidades condicionavam muito o desenvolvimento das comunidades: melhores vias de acesso e energia eléctrica.
Sem transporte, os produtos tinham dificuldade em chegar aos mercados. Sem eletricidade, muitas atividades econômicas não podem ir além de suas formas mais elementares.
Foi neste contexto que a Africa Great Wall Mining Development Co., Lda investiu mais de 1,5 milhões de dólares em infra-estruturas locais.
Entre as intervenções ocorreram a extensão da rede elétrica por 17 quilômetros, permitindo que a energia chegasse às aldeias de Kirimane e Olinda.
Poste após poste, cabo após cabo, a rede avançadau por caminhos, coqueirais e machambas. O resultado foi a chegada de energia estável a cerca de 17 mil moradores, criando novas condições para a vida doméstica e para as atividades econômicas.
Mas o compromisso não terminou com a construção da linha.
A empresa mantém igualmente o fornecimento gratuito e regular de equipamento mecânico às agências locais de abastecimento de energia, contribuindo para os trabalhos de manutenção da rede.
Para as duas aldeias, os 17 quilómetros representam, assim, muito mais do que uma distância percorrida pelos cabos eléctricos. Representamos milhares de noites em que estudar, trabalhar, produzir e permanecer ativo passou a ser possível por mais algumas horas.
Nampula: 40 quilómetros para transformar comunidades costeiras
Na costa do distrito de Angoche, na província de Nampula, a electricidade assume uma importância ainda mais concreta para comunidades cuja vida económica está fortemente ligada ao mar.
O peixe chega à terra, mas, sem energia suficiente, o tempo torna-se um adversário. Sem condições adequadas para o processamento e conservação, o pescado pode perder valor antes de chegar ao consumidor.
Para inverter este cenário, a Haiyu Mining Company investiu cerca de 21 milhões de meticais na electrificação das comunidades de Sangage-Thopa, Nanthapa e Mulaenda.
O projecto contempla 40 quilómetros de linhas de distribuição e a montagem de dois postos de transformação, estruturas fundamentais para permitir que a energia seja distribuída de forma adequada às comunidades. Cerca de 14 mil habitantes passaram a ser beneficiários do acesso à eletricidade.
O impacto vai além da iluminação das casas.
Com a energia disponível, o processamento da pesca ganha melhores condições, permitindo que maior parte do valor económico do produto permaneça na comunidade. À medida que as famílias passam a desfrutar de mais horas de luz para as atividades domésticas, os estudantes podem prolongar o período de estudo e os pequenos negócios ganham novas possibilidades de funcionamento.
Ao longo dos 40 quilômetros de linhas, a eletricidade deixou de ser uma promessa distante para se tornar parte da rotina de milhares de pessoas.
Pebane: 60 candeeiros para iluminar o caminho de casa
Se levar eletricidade às casas é essencial, iluminar os espaços públicos é igualmente importante.
Na vila-sede do distrito de Pebane, na Zambézia, a falta de iluminação pública foi apontada como uma das principais preocupações da população. À noite, atravessar determinadas ruas ou regressar a casa depois do escucer conseguiu enfrentar a escuridão.
Foi para responder a esta necessidade que a TZM Resources, SA, empresa que desenvolve actividades de exploração de areias pesadas no distrito, investiu mais de um milhão de meticais na aquisição de 60 candeeiros destinados a apoiar a expansão da iluminação pública para mais bairros da vila-sede.
Durante o acto de entrega, o Administrador do distrito de Pebane, Eduardo Vida, destacou a importância da iniciativa, considerar os candeeiros uma mais-valia para a população e uma resposta a uma das questões que mais preocupam os residentes.
Sessenta candeeiros podem parecer um número modesto diante dos desafios de desenvolvimento de uma comunidade. Mas, numa vila, cada ponto de luz pode mudar a forma como as pessoas se movimentam, trabalham e convivem depois do pôr-do-sol.
Uma rua iluminada é uma rua onde se caminha com maior confiança. Uma banca que pode permanecer aberta por mais tempo é uma oportunidade adicional de rendimento. Um caminho iluminado é, para muitas famílias, um regresso a casa feito com maior tranquilidade.
A energia como ponto de partida
As três iniciativas têm dimensões diferentes, mas partilham uma mesma lógica: a electricidade não é apenas um serviço; é uma infra-estrutura que permite ativar outras formas de desenvolvimento.
Os 17 quilómetros de rede na Zambézia, os 40 quilómetros de electrificação em Nampula e os 60 candeeiros em Pebane traduzem-se em números concretos, mas o seu verdadeiro impacto mede-se nas mudanças que acontecem depois da instalação.
É no caderno de uma criança que estuda depois do anoitecer. É um negócio que continua aberto por mais algumas horas. Não é pescado que pode ser melhor aproveitado. É um trabalhador que regressa a casa por uma rua iluminada.
É aí que a responsabilidade social deixa de ser apenas uma ação pontual e passa a assumir uma dimensão de desenvolvimento comunitário.
Debaixo da luz
A eletrificação não tem o brilho momentâneo de uma cerimónia de inauguração. Tem, antes, o trabalho paciente de cada poste levantado, de cada cabo instalado, de cada equipamento colocado em funcionamento e de cada candeeiro que passa a iluminar uma rua.
É um processo gradual, mas seus efeitos podem ser profundos.
Nas comunidades abrangidas pelas iniciativas do Grupo Jinan Yuxiao, a noite ganhou novas possibilidades. O tempo de estudo se prolonga. As atividades econômicas ganharam espaço. O pescado passou a ter melhores condições para ser aproveitado. E os caminhos de casa deixaram de ser completamente dominados pela escuridão. Com Agência AIM
(AIM-XINHUA)