Maputo, 06 Ago (AIM) – A Itália continua a cooperação científica com África ao lançar um programa de mobilidade internacional que permitirá aos investigadores quenianos desenvolverem projectos de investigação em alguns dos mais avançados centros científicos italianos, numa iniciativa enquadrada no Plano Mattei para África e destinada a reforçar a transferência de conhecimento, a inovação e a formação de recursos humanos altamente.
Promovido pelo Ministério italiano da Universidade e Investigação (MUR), o programa prevê o financiamento de 19 projectos de investigação, envolvendo 13 instituições científicas italianas e a realização de 48 projectos de mobilidade, com a duração de três meses cada, destinados a investigador do Quénia. Escreve AGI.
Entre as instituições contempladas figura o Centro Nacional de Investigação em Computação de Alto Desempenho, Big Data e Computação Quântica (ICSC), que recebeu um financiamento inicial de 31.050 euros para implementar programas de investigação e formação com uma duração total de nove meses.
As candidaturas deverão ser abertas no final de Agosto, permitindo aos investigadores seleccionados integrar equipas de excelência e participar em projectos considerados estratégicos para a inovação científica e o desenvolvimento sustentável.
A iniciativa centra-se em três áreas prioritárias de investigação. A primeira visa fortalecer a capacidade científica do Quênia através da criação de uma infra-estrutura nacional de biobancos, promovendo a formação em coleta e gestão de amostras biológicas, medicina de precisão, investigação translacional e epidemiologia, de acordo com padrões internacionais.
A segunda área privilegia a investigação em imagiologia médica quantitativa e radioterapia avançada aprimorada por inteligência artificial, recorrendo à informação de alto desempenho para desenvolver soluções inovadoras que possam ser adaptadas aos sistemas de saúde de países com recursos limitados, tornando os serviços mais acessíveis, sustentáveis e equitativos.
O terceiro eixo aposta no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial aplicados à indústria digital, abrangendo arquiteturas de computação distribuída, produção inteligente e inovação industrial, com enfoque especial na tecnologia científica e na formação de competências tecnológicas.
O programa, financiado pelo Governo italiano em 500 mil euros, integra-se nos investimentos do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR) e representa uma das principais acções do Plano Mattei para África, estratégia através da qual Roma pretende aprofundar a cooperação com os países africanos nos domínios do ensino superior, investigação científica, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Segundo o Ministério italiano da Universidade e Investigação, a iniciativa pretende estabelecer parcerias científicas entre instituições italianas e quenianas, criando um modelo de cooperação que possa ser alargado a outros países africanos.
Os projectos abrangem ainda sectores considerados estratégicos para o futuro da investigação italiana e africana, nomeadamente mobilidade sustentável, tecnologias agrícolas, geociências, biodiversidade, neurociências, fotónica, tecnologias quânticas, computação de alto desempenho, big data, terapias génicas, medicamentos à base de ARN, infra-estruturas digitais e ciências sociais. Com EBC
(MIRAR)