No último sábado, 22, uma série de novos bombardeios israelenses atingiu diversas regiões da Faixa de Gaza, incluindo áreas que estavam fora do controle direto do exército sionista. Pelo menos 21 pessoas foram mortas nesses ataques, conforme informado pelo Ministério da Saúde de Gaza. No total, além das 339 vítimas fatais, outras 871 pessoas ficaram feridas e 35 foram presas durante ações militares israelenses desde o início do cessar-fogo.
Apesar da suposta trégua, Israel continua impondo o seu bloqueio ilegal à entrada de ajuda humanitária com suprimentos essenciais como comida e remédios. Em média, apenas 150 caminhões de ajuda humanitária têm sido autorizados a entrar por dia — número drasticamente inferior às necessidades básicas da população civil sob cerco e constante bombardeio.
A violência permanente também tem causado um impacto devastador sobre as crianças palestinas. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), quase duas crianças são assassinadas por dia na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo. Em declaração a jornalistas em Genebra, o porta-voz Ricardo Pires afirmou: “Desde 11 de outubro, enquanto o cessar-fogo está em vigor, pelo menos 67 crianças foram mortas em incidentes relacionados ao conflito na Faixa de Gaza, e dezenas de outras ficaram feridas.” Ele ressaltou que esses dados representam “uma média de quase duas crianças mortas por dia desde que o cessar-fogo entrou em vigor e o acordo para que os assassinatos parassem foi finalmente alcançado”.
A realidade do genocídio incremental contra o povo palestino demonstra que o chamado “cessar-fogo” já foi abandonado por Israel. As violações israelenses são novo exemplos da limpeza étnica promovida pelo sionismo enquanto força colonizadora da Palestina, cujo objetivo segue sendo quebrar a heroica resistência palestina. Ao mesmo tempo, a cumplicidade do imperialismo estadunidense e europeu garante total impunidade ao regime israelense, aprofundando o genocídio em Gaza.
Diante dessa situação, é urgente intensificar a solidariedade internacionalista com o povo palestino, denunciando o caráter racista e genocida do Estado de Israel e exigindo o fim imediato do bloqueio, da ocupação e da violência sistemática contra a população civil, por uma Palestina Livre do Rio ao Mar que é o único caminho para a paz duradoura na região.
Neste dia 28/11, uma nova greve geral foi convocada na Itália contra o genocídio, o rearmamento militar da Itália e contra a primeira-ministra de extrema-direita Giorgia Meloni. No dia 29/11, diversas ações irão acontecer pelo Brasil e em outras partes do mundo em apoio a greve na Itália e à resistência Palestina. Chamamos a todos a se somarem a essas ações!
Com Esq Diário