O Sulfeto de Hidrogênio é classificado como arma química, já sendo utilizado na Primeira Guerra Mundial, sendo altamente inflamável, além de possuir o forte odor. Pesquisas e análises de segurança modernas ainda o citam como potencial ameaça química (um “toxic industrial chemical”, TIC), justamente porque é letal em baixas concentrações.
A Convenção sobre Armas Químicas (CWC, 1993) define “agente tóxico” como qualquer substância química que, por ação química sobre processos vitais, possa causar morte ou danos permanentes, independentemente de origem ou método de produção. Isso abrange o H₂S quando empregado com finalidade bélica
O seu uso como arma de guerra é proibido desde o Protocolo de Genebra (1925), que baniu o uso de gases asfixiantes/venenosos em conflitos internacionais. A CWC (1993) vai além: proíbe desenvolver, produzir, estocar e usar armas químicas em qualquer circunstância. Isso cobre qualquer químico tóxico, inclusive H₂S se usado como arma.
Portanto, o ataque aos barcos da Flotilha com esse gás é mais um crime de guerra de Israel em meio ao genocídio ao povo palestino, que além de já ter causado a morte de ao 65 mil pessoas, segundo dados oficiais (podendo chegar a 680.000 segundo pesquisas), já matou dezenas de jornalistas, médicos, socorristas e membros de organizações humanitárias.
Como funciona o Sulfato de Hidrogênio (H₂S)?
O H₂S inibe enzimas essenciais para a respiração celular (como a citocromo oxidase), bloqueando a utilização de oxigênio pelas células. Assim, mesmo que haja oxigênio no sangue, os tecidos “sufocam” (é um tipo de asfixia química, semelhante ao cianeto)
Em pequenas quantidades, irrita e causa sintomas semelhantes a intoxicação. Náusea, vômito, dores de cabeça e tontura. Em altas concentrações pode causar a paralisação do centro respiratório (podendo levar à asfixia), convulsões ou ainda colapso respiratório e cardíaco e ocasionar na morte da pessoa.
Tirem as mãos da Flotilha!
Trata-se de um gás para efeito intimidatório, ainda que possa sim ser letal. Os ativistas da Flotilha estão considerando como parte do arsenal da guerra psicológica de Israel para tentar desgastar os ativistas, atacando durante a madrugada para tentar causar pânico, descontrole e medo. Ninguém foi ferido e os danos aos barcos estão sendo avaliados. Até agora foram contabilizados nove ataques a pelo menos sete embarcações.
Porém, tampouco Israel conseguiu intimidar os ativistas, que seguem decididos em seguir sua missão. Ontem (23), Israel veio aumentando as suas ameaças à Flotilha, primeiro propondo que entregassem a ajuda humanitária para Israel “distribuir” aos palestinos – como se não tivessem bloqueando toneladas de ajuda humanitária de entrar por fronteiras terrestres. Hoje, chegaram a chamar a Flotilha de “flotilha do Hamas”, ameaçando novamente tratá-los como terroristas, depois de já ter feito dois ataques de drones com bombas aos barcos atracados na Tunísia e agora usam esse tipo de substância contra os ativistas. Terrorista é a entidade sionista de Israel.
Com informações da Esquerda Diário