Este mapeamento de 2020 a 2025 mostra que dentre essas famílias, 66% dos atingidos são negros, 62% mulheres e 75% de baixa renda. Essa disparidade não é acidental; ela é o resultado de um sistema que perpetua desigualdades históricas, marginalizando ainda mais aqueles que já sofrem com a exclusão social e econômica.
Trata-se de uma política higienista, que prioriza os lucros e a especulação imobiliária, mostrando a face cruel do sistema capitalista e seus governos que permitem inúmeras propriedades em desuso, sem função social, enquanto força uma multidão de pessoas a viverem em condições de moradia e de vida precárias.
Recentemente acompanhamos o caso dos Moradores da favela do Moinho realizaram um protesto na noite do dia 10, contra a criminalização da comunidade e o despejo forçado a fim de cobrar o cumprimento do acordo de moradia firmado entre o governo de Tarcísio de Freitas e governo de frente ampla Lula-Alckmin. Os moradores denunciam o uso da força policial e a criminalização como forma de pressão para a saída das famílias.
É preciso questionar esse sistema de miséria e expropriar os imóveis que se encontram parados nas mãos dos capitalistas, sem uso, que fazem isso justamente para aumentar seus preços, através de uma reforma urbana radical, para que todes tenham direito à moradia digna. Isso só será possível com os trabalhadores, em aliança com os setores oprimidos, a juventude e os movimentos por moradia, arrancando este direito elementar.
Com informações de Esquerda Diário