Mundo

28/06/2022 as 18:33

Ghislaine Maxwell pega 20 anos de prisão por crimes sexuais

O esquema ocorreu de 1994 a 2004 em Nova York, Flórida, Novo México e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos

Agência: Ansa
Foto: EPA / Ansa /https://ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/internacional/2022/06/2<?php echo $paginatitulo ?>

A ex-socialite britânica Ghislaine Maxwell, de 60 anos, foi condenada nesta terça-feira (28) a 20 anos de prisão, depois que um júri de Nova York a considerou culpada de atrair e manipular menores para serem abusados sexualmente pelo falecido consultor financeiro Jeffrey Epstein.

A sentença da filha do magnata britânico da imprensa Robert Maxwell é inferior à pena entre 30 e 55 anos pedida pela promotoria.

A defesa de Maxwell chegou a pedir clemência ao tribunal, alegando que sua cliente havia tido uma infância traumática por causa de seu pai e que ela foi acusada injustamente.

Maxwell, que foi namorada de Epstein na década de 1990, foi declarada culpada em dezembro em cinco das seis acusações relacionadas ao seu papel nos casos de abuso sexual, entre 1994 e 2004. Entre elas estão tráfico sexual de menor, transporte de menor com a intenção de se envolver em atividade sexual criminosa e três acusações relacionadas de conspiração.

A socialite, que foi presa em julho passado, era o braço direito de Epstein na organização de prostituição infantil e abuso sexual, segundo o testemunho de muitas das vítimas.

A promotoria de Nova York informou em documentos oficiais que Maxwell tinha a tarefa de seduzir e recrutar as meninas, além de organizar as reuniões e festas nas várias residências de Epstein onde ocorriam os abusos. O esquema ocorreu de 1994 a 2004 em Nova York, Flórida, Novo México e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos.

A britânica é acusada de saber da preferência de Epstein por menores de idade. O bilionário foi denunciado por estuprar e traficar meninas de 14 anos e de organizar uma rede de exploração sexual.

Epstein, no entanto, chegou a ser preso no dia 8 de julho de 2019, mas foi encontrado morto enforcado com um lençol em 10 de agosto, em uma prisão federal dos EUA, onde aguardava julgamento.

Durante a audiência, a ex-socialite afirmou que ter conhecido Epstein "é o maior arrependimento" da sua vida. Ela descreveu seu ex-namorado como um "homem manipulador, astuto e autocontrolado" que enganou a todos em sua volta, e lamentou a dor que suas vítimas sofreram.