Mundo

22/06/2022 as 10:09

Número de mortos em terremoto no Afeganistão sobe para mil

Governo talibã pediu ajuda da comunidade internacional

Agência: Ansa
Foto: Reprodução/Twitter/https://ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/internacional/20<?php echo $paginatitulo ?>

Um terremoto de magnitude 5.9 na escala Richter matou pelo menos mil pessoas e deixou mais de 600 feridos no sudeste do Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão.

O abalo sísmico ocorreu na noite da última terça-feira (21), e o balanço de vítimas tende a se agravar nas próximas horas, já que socorristas ainda buscam corpos nos escombros de prédios destruídos.

A última atualização de vítimas foi fornecida pelo diretor do Departamento de Informação da província de Paktika, Mohammad Amin, em uma mensagem para jornalistas. "E o número está aumentando" declarou.

Já o vice-ministro afegão para Gestão de Desastres, Sharafuddin Muslim, afirmou em uma coletiva de imprensa em Cabul que pelo menos 600 pessoas ficaram feridas.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto foi registrado 46 quilômetros a sudoeste da cidade de Khost, a uma profundidade de 10 quilômetros.

A região mais atingida é a província montanhosa de Paktika, mas tremor foi sentido em um raio de mais de 500 quilômetros a partir de seu epicentro, incluindo territórios no Paquistão e até na Índia.

O governo talibã do Afeganistão pediu ajuda da comunidade internacional e de agências humanitárias para prestar socorro às vítimas do terremoto.

O enviado especial da União Europeia para o país asiático, Tomas Niklasson, disse que o bloco está "pronto para coordenar e fornecer assistência de emergência", enquanto o gabinete da ONU para assuntos humanitários deslocou equipes para as áreas afetadas.

Já o papa Francisco expressou "solidariedade aos feridos e a quem foi atingido pelo sismo". "Rezo principalmente por aqueles que perderam a vida e por seus familiares. Desejo que, com a ajuda de todos, seja possível aliviar os sofrimentos da cara população afegã", disse o pontífice em sua audiência geral desta quarta-feira (22).