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26/11/2021 as 11:49

CEO da TIM coloca cargo à disposição

Objetivo seria acelerar análise de oferta de fundo americano

Agência: Ansa
Foto: Ansa / https://ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/internacional/2021/11/26/ceo<?php echo $paginatitulo ?>

O CEO da TIM, Luigi Gubitosi, colocou seu cargo à disposição do conselho de administração para permitir uma aceleração na análise da proposta de aquisição apresentada pela gestora de investimentos americana KKR.

"A fim de favorecer o processo decisório por parte do conselho, coloco à disposição as funções que me conferiram, para sua oportuna avaliação. Se isso permitir uma análise mais serena e rápida da oferta da KKR, ficarei contente que aconteça", diz Gubitosi em carta para os conselheiros da TIM, que se reúnem nesta sexta-feira (26).

O executivo, no entanto, não estaria disposto a renunciar a seu assento no conselho, que já tem o número máximo estabelecido pelos acionistas: 15. Dessa forma, para nomear um novo CEO seria necessário que outro conselheiro abdicasse, ou então delegar o cargo temporariamente ao presidente Salvatore Rossi.

No entanto, circulam rumores na Itália de que o CEO da TIM Brasil, Pietro Labriola, estaria sendo cotado para chefiar a matriz e liderar o dossiê KKR.

A proposta da gestora americana é de 0,505 euro por ação, o que totalizaria 11 bilhões de euros por 100% da TIM. Contudo, o grupo francês Vivendi, maior acionista da operadora com quase 24% de participação, não estaria disposto a abrir mão de sua cota.

Além disso, o governo italiano, dono de quase 10% da TIM por meio do banco de investimentos Cassa Depositi e Prestiti (CDP), tem poder de veto.

O Ministério da Economia da Itália, controlador da CDP, disse que o "interesse dos investidores em importantes empresas" nacionais é uma "notícia positiva para o país", mas garantiu que acompanhará "com atenção" o desenvolvimento da oferta, especialmente em relação a projetos de infraestrutura.

"O objetivo do governo é assegurar que esses projetos sejam compatíveis com a rápida conclusão da conexão com banda ultralarga e com a proteção dos empregos", afirmou o Ministério da Economia.

Diversos sindicatos e políticos já se manifestaram sobre a oferta da KKR e pediram que o governo evite o fatiamento da TIM, proteja os trabalhadores da operadora e não abra mão da infraestrutura de rede.