Mundo

15/09/2021 as 08:51

Vice-premiê afegão estaria internado após briga com ministros

Mídia local diz que Baradar está 'sob proteção' do Paquistão

Agência: Ansa
Foto: EPA / Ansa / https://ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/internacional/2021/09/<?php echo $paginatitulo ?>

Após o Talibã desmentir rumores de que o vice-primeiro-ministro do Afeganistão, mulá Abdul Ghani Baradar, estaria morto, a mídia do país voltou a afirmar que o estado de saúde dele não é bom e que ele está internado em um hospital de Kandahar.

Segundo o "Pashtun Times" relatou nesta quinta-feira (15), o cofundador do grupo fundamentalista "está sob a proteção do Paquistão e os familiares ainda não foram autorizados a vê-lo".

Já há alguns dias, diversos veículos da imprensa internacional noticiam que Baradar entrou em uma "violenta briga" com representantes da rede Haqqani, um dos braços militares do Talibã considerado radical e que atua próxima à fronteira com o Paquistão.

Alguns chegam a falar em um tiroteio dentro do palácio presidencial em Cabul e que o ministro do Interior, Serajuddin Haqqani, estava na briga.

Após o confronto, Baradar teria deixado a capital e ido para Kandahar, onde não mais apareceu em público. Na quarta-feira (14), o Talibã divulgou um áudio atribuído ao vice-premiê em que ele dizia que estava bem.

A emissora "BBC" relatou, citando fontes dos talibãs que pediram anonimato, que Baradar teria ficado muito irritado que o novo governo do Afeganistão é muito "combatente e radical" e que preferia que o gabinete tivesse mais representantes "moderados" e com um perfil "diplomático".

O vice-premiê era um dos principais representantes do Talibã nas negociações para a retirada das tropas dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) após 20 anos de guerra. Ele também é responsável pelas atuais reuniões em Doha, coordenando os enviados para tentar uma pacificação diplomática.

Essa postura de Baradar teria sido um dos principais motivos para a demora na formação do novo Executivo do Afeganistão, que foi anunciado no dia 7 de setembro - mesmo que o grupo fundamentalista tenha tomado o poder em 15 de agosto.