Mundo

17/05/2021 as 16:09

EUA e Reino Unido ampliam sanções contra militares de Myanmar

País vive um golpe de Estado desde o início de fevereiro

Agência: Ansa
Foto: EPA / Ansa / ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/internacional/<?php echo $paginatitulo ?>

Os governos dos Estados Unidos e Reino Unido anunciaram nesta segunda-feira (17) novas sanções contra os militares que deram um golpe de Estado em Myanmar em 1º de fevereiro.

O Departamento de Tesouro dos EUA anunciou punições contra 16 altos dirigentes, incluindo o chefe do banco central, sete ministros e o presidente da comissão eleitoral. Segundo a nota, eles deram apoio aos violentos e letais ataques do regime militar contra os civis que protestam em favor da democracia diariamente.

Já Londres ampliou as sanções que envolvem a Myanmar Gems Enterprise, a maior companhia de pedras preciosas local e uma das principais fontes de renda do governo golpista.

"A junta militar de Myanmar continua a destruir a democracia e a atacar a população com brutal ferocidade. Nós trabalhamos com nossos aliados para atualizar o regime de sanções para que atinja o acesso aos recursos financeiros do país por parte da junta e favoreça um retorno à democracia", destacou o ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab.

Mais de 600 pessoas, incluindo crianças e adolescentes, foram mortos durante os protestos pró-democracia em dezenas de cidades do país.

Os militares deram um golpe de Estado no dia da posse do novo Parlamento, democraticamente eleito em 8 de dezembro, e que deu uma vitória esmagadora para o partido Liga Nacional para a Democracia (NLD), da líder "de facto" de Myanmar, Aung San Suu Kyi.

A Nobel da Paz de 1991, ao lado do presidente, Win Myint, foi presa no dia 1º de fevereiro sob alegação de fraude eleitoral.

No entanto, desde então, ela nunca foi acusada formalmente por isso pelos militares - apenas por violações de comércio ou comunicação.