Esportes

09/06/2021 as 13:02

Sedes da Copa América têm mortalidade por Covid acima da média

Cuiabá, DF, Rio de Janeiro e Goiânia receberão jogos

Agência: Ansa
Foto: EPA / Ansa / ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/esportes/2021/06/09/sedes-da-c<?php echo $paginatitulo ?>

A situação epidemiológica das quatro sedes da Copa América, que começa no próximo domingo (13), apresenta números preocupantes e acima da média nacional de óbitos, mostra um levantamento feito pela ANSA com base nas informações das secretarias de Saúde municipais e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Segundo o Conass, o Brasil tem uma taxa de mortalidade de 226,9 óbitos para cada 100 mil habitantes, o que coloca o país na 11ª colocação no mundo. Liderando o ranking global, conforme dados da Universidade Johns Hopkins, aparecem Peru (573,7), Hungria (305,69) e Bósnia e Herzegovina (285,10).

No entanto, se fossem países, três das quatro sedes da Copa América ficariam atrás apenas do Peru. Cuiabá tem o pior dado, com 473,7 mortes a cada 100 mil habitantes, seguida por Rio de Janeiro, com 400,9; Goiânia, com 345,4; e Distrito Federal, com 293,3.

Em números totais, a "liderança" é do Rio de Janeiro, que tem 26.933 falecimentos pelo coronavírus Sars-CoV-2 confirmados. Na sequência aparecem DF (8.844), Goiânia (5.064) e Cuiabá (2.928).

Quando considerados os casos a cada 100 mil habitantes, três das quatro sedes têm números acima da média nacional (8.107,2): Cuiabá, com 14.250,7; Distrito Federal, com 13.508,6; e Goiânia, com 11.187,2. Já o Rio de Janeiro tem incidência de 5.004,3.

Outro ponto preocupante é o fato de as quatro sedes terem índices de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) entre 80% e 90%.

Apesar da situação crítica, o governo de Jair Bolsonaro, dos estados e das cidades decidiram manter a realização da Copa América. Na última terça-feira (8), inclusive, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a repetir que o evento esportivo não afetará os números da pandemia porque os "protocolos são seguros".

No entanto, o temor de contaminação nas seleções é perceptível.

A Argentina, que desistiu de sediar a competição justamente pelo avanço da pandemia de Covid-19, informou que não ficará no Brasil, fazendo voos nas vésperas dos jogos e voltando para Ezeiza para treinamento.

A possibilidade de permanecer em seus países foi autorizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que arcará com as despesas extras.

Contudo, a realização da Copa América ainda está no meio de uma disputa judicial. Na quinta-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar se veta ou não a realização do torneio, em ação movida pelo PSB, que alega falta de condições sanitárias para organizar o evento esportivo.